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Bancos de desenvolvimento podem destinar US$ 4 trilhões para transição verde, diz BlackRock

Com reformulação, instituições multilaterais públicas têm condições de desembolsar mais e ajudar emergentes no combate aos efeitos das mudanças climáticas

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Clima: economias emergentes, como a do Brasil, vão precisar de recursos para combater os efeitos das mudanças climáticas (SILVIO AVILA/AFP/Getty Images)

Clima: economias emergentes, como a do Brasil, vão precisar de recursos para combater os efeitos das mudanças climáticas (SILVIO AVILA/AFP/Getty Images)

Uma reforma das instituições financeiras públicas viabilizaria a liberação de até US$ 4 trilhões adicionais para ajudar os mercados emergentes (ME) no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. A projeção foi feita pela BlackRock Investment Institute e divulgada nesta terça-feira, 28.

A reformulação de bancos multilaterais de desenvolvimento (BMD), como o Banco Mundial, hoje presidido por Ajay Banga, permitiria usar melhor o capital disponível hoje e aumentar os financiamentos climáticos para os mercados emergentes, que hoje sofrem com a escassez de recursos, aponta a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo.

A proposta da BlackRock é divulgada pouco antes da abertura da COP28, em Dubai. O evento terá a participação de Larry Fink, presidente do conselho de administração e integrante do comitê consultivo da COP de Dubai. deste ano e participará pessoalmente nas conversações no Dubai.

Fôlego financeiro

Os bancos multilaterais de desenvolvimento, segundo os autores do estudo, devem ter fôlego para "cobrir as perdas iniciais" que deverão surgir a partir de investimentos em projetos de infraestrutura, particularmente nos mercados emergentes.

A necessidade de investimento na transição nas economias emergentes é muito grande e está longe de ser atendida, avalia-se. O financiamento público tem sido ineficiente na mobilização de capital privado em escala. Nesse contexto, os bancos multilaterais de desenvolvimento teriam um papel importante a ser exercido.

Como avalia o estudo, os mercados emergentes desempenham um papel decisivo na transição global para uma economia de baixo carbono. Essas economias, avalia, serão responsáveis por mais de metade da procura de energia e das emissões de carbono até 2050. “Acreditamos que isto significa que a forma e a velocidade das transições dos ME definirão, em grande parte, a velocidade e a forma da transição global”, detalha o texto.

Ainda segundo o relatório, as consequências de um clima em mudança serão ainda mais graves para os ME do que para os mercados desenvolvidos. Pesam contra esses países o maior crescimento e uma procura mais forte por energia, um custo de capital mais elevado para financiar a transição, um maior percentual de emissões difíceis de atenuar, dificuldade de acesso a tecnologias de baixo teor de carbono e uma maior exposição a danos físicos causados pelo clima.

“O investimento relacionado com a transição nos mercados emergentes será provavelmente muito inferior ao necessário numa série de cenários”, alerta o relatório. Essa tendência já é percebida. Os aportes agregados com baixas emissões de carbono nos ME, excluindo a China e a Rússia, mantiveram-se estáveis, enquanto o que se viu nos desenvolvidos e no gigante asiático foi uma aceleração.

Números alarmantes

A BlackRock estima que as necessidades anuais de investimento dos ME poderão ser entre 17 e 24 vezes superiores aos recentes compromissos públicos dos países em desenvolvimento para o financiamento da luta contra as alterações climáticas, ou os investimentos públicos ou privados destinados para a descarbonização da economia ou o financiamento da adaptação e a resiliência às alterações climáticas físicas.

"Se as reformas substanciais não se concretizarem, as oportunidades de investimento em infraestruturas energéticas de baixo carbono serão mais limitadas", avalia a BlackRock. O cenário com os emergentes preteridos "poderia significar mais riscos físicos para o clima".

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