Economia

Taxa de desemprego no Brasil cai para 8% no segundo trimestre, a menor para o período desde 2014

No segundo trimestre de 2023 o Brasil registrou de 8,6 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8,3% em relação ao trimestre anterior e de 14,2% se comparado ao mesmo período de 2022

BRAZIL - 2020/07/28: In this photo illustration the app Carteira de Trabalho Digital seen displayed on a smartphone. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

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André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 28 de julho de 2023 às 09h05.

Última atualização em 28 de julho de 2023 às 10h13.

A taxa de desemprego ficou em 8% no trimestre encerrado em junho de 2023. O resultado é representa uma redução de 0,8% em relação ao trimestre de janeiro a março e 1,3% se comparado ao mesmo período de 2022. É a menor taxa para um trimestre encerrado em junho desde 2014. A expectativa do mercado financeiro era de uma taxa de 8,3%. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Desemprego no Brasil em junho de 2023

No segundo trimestre de 2023, o Brasil registrou de 8,6 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8,3% em relação ao trimestre anterior e de 14,2% se comparado ao mesmo período de 2022. O número de pessoas ocupadas, por sua vez, foi de 98,9 milhões, aumento de 1,1% na comparação trimestral e de 0,7% na anual.

"O segundo trimestre registrou recuo da taxa de desocupação, após crescimento no primeiro trimestre do ano. Esse movimento aponta para recuperação de padrão sazonal desse indicador. Pelo lado da ocupação, destaca-se a expansão de trabalhadores na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, no trimestre e no ano", destacou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

Aumento de trabalhadores sem carteira assinada

A pesquisa revelou que os trabalhadores no setor privado sem carteira de trabalho assinada chegou a 13,1 milhão de pessoas, alta 2,4% na comparação trimestral. A taxa de informalidade foi de 39,2% no segundo trimestre, ante uma taxa de 39,0% no primeiro trimestre, e de 40,0% no mesmo período de 2022. “O tipo de vínculo que se destaca como responsável pelo crescimento da ocupação vem de um dos segmentos da informalidade, que é o emprego sem carteira assinada”, acrescenta Adriana.

Em relação aos 5,8 milhões de trabalhadores domésticos, houve aumento de 2,6% no confronto com o trimestre anterior. Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2022, o cenário foi de estabilidade.

O número de empregados no setor público (12,2 milhões de pessoas), por sua vez, cresceu 3,8% frente ao trimestre anterior. Quando se compara com o mesmo trimestre de 2022 houve alta de 3,1%, um acréscimo de 365 mil pessoas.

Taxa de desalentados cai no trimestre

A taxa de população desalentada -- – pessoas que desistiram de procurar emprego porque não tem esperanças de que irão encontrar --, ficando em 3,7 milhões. Frente ao trimestre anterior a redução foi de 5,1% (menos 199 mil pessoas) e, na comparação anual, de 13,9% (menos 593 mil pessoas). O percentual de desalentados na força de trabalho (3,3%) caiu 0,2 p.p. no trimestre e 0,5 p.p. no ano.

A população fora da força de trabalho ficou em 67,1 milhões, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e crescendo 3,6% (mais 2,3 milhões de pessoas) quando comparada ao mesmo trimestre de 2022.

Renda do trabalhador fica estável

O rendimento real habitual ficou em R$ 2.921, estabilidade em relação ao trimestre anterior e alta de 6,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 284,1 bilhões) também ficou estável contra o trimestre anterior, mas subiu 7,2% na comparação anual (mais R$ 19 bilhões).

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