Economia

Setor de serviços tem melhor outubro em sete anos

O resultado é mais alto para o mês desde 2012, quando houve alta de 1,0%

Serviços: fim de ano indica resultado positivo (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

Serviços: fim de ano indica resultado positivo (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 12 de dezembro de 2019 às 10h09.

RIo de Janeiro/São Paulo — O volume do setor de serviços do Brasil começou o quarto trimestre com alta pela segunda vez seguida, no melhor resultado para outubro em sete anos e indicando recuperação, com fim de ano positivo.

Em outubro, o setor de serviços do país cresceu 0,8% na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é mais alto para o mês desde 2012, quando houve alta de 1,0%, e melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters, que apontava para estabilidade em outubro.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume teve alta de 2,7%, no melhor outubro desde 2013 (4,2%) nessa base de comparação e também acima da expectativa de avanço de 1,4%.

"Nitidamente há uma reação e uma mudança de direção dos serviços nos últimos quatro meses. Há uma clara melhora da recuperação que se vê de forma mais disseminada", avaliou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

"Os serviços vão fechar positivos este ano depois de muito tempo", completou, lembrando que em 2018 houve estabilidade após três anos de queda.

O IBGE explicou que, entre as cinco atividades pesquisadas, quatro mostraram ganhos no mês. O destaque ficou para o avanço de 1,8% do setor de Serviços de informação e comunicação.

A única taxa negativa foi registrada por Outros serviços, de 0,3%, após avanço de 0,5% em setembro.

No terceiro trimestre, a atividade de serviços do Brasil mostrou alta de 0,4%, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo IBGE.

Acompanhe tudo sobre:IBGEServiços

Mais de Economia

Haddad anuncia corte de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024 para cumprir arcabouço e meta fiscal

Fazenda mantém projeção do PIB de 2024 em 2,5%; expectativa para inflação sobe para 3,9%

Revisão de gastos não comprometerá programas sociais, garante Tebet

Mais na Exame