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A produção industrial subiu 0,1% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta sexta-feira, 1, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das previsões de analistas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,4%. O intervalo das estimativas ia de queda de 0,1% a alta de 0,8%.

Em relação a outubro de 2022, a produção subiu 1,2%, também abaixo da mediana prevista, de alta de 1,8%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam entre aumento de 0,5% e 3 0%.

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em setembro ante agosto, de alta de 0,1% para estabilidade (0,0%). A taxa de bens intermediários em setembro ante agosto saiu de 0,3% para 0 6%. O resultado de agosto ante julho foi revisto de -0,5% para -0,4%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, a taxa de setembro ante agosto passou de -4,3% para -4,4%, e o resultado de agosto ante julho saiu de 7,9% para 7,8%. A taxa de bens de consumo semi e não duráveis em setembro ante agosto passou de -1,4% para -1,8%, e a de agosto ante julho saiu de 1,7% para 2,0%.

Indústria opera 18,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011

Em outubro, a indústria brasileira operava 18,1% aquém do pico alcançado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na categoria de bens de capital, a produção está 37% abaixo do pico, registrado em abril de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operam 42,2% abaixo do ápice, de março de 2011.

Os bens intermediários estão 15,3% aquém do auge, de maio de 2011, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 13 5% inferior ao pico, de junho de 2013.

Operação 1,6% abaixo do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia

A indústria brasileira chegou a outubro operando 1,6% aquém do patamar de fevereiro de 2020: apenas sete das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em outubro de 2023, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de outros equipamentos de transporte (11,9%), derivados do petróleo (10,5%), produtos do fumo (9,0%) e extrativas (5,1%). Também se mantinham acima do pré-pandemia máquinas e equipamentos (4,1%), impressão e reprodução de gravações (1,8%) e produtos alimentícios (1,6%).

No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são móveis (-29,6%), artigos de vestuário e acessórios (-29,0%), produtos diversos (-21,7%), máquinas e materiais elétricos (-20,8%), equipamentos de informática (-19 4%), couro e calçados (-19,1%) e veículos (-19,0%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 3 7% abaixo do nível de fevereiro de 2020. Os bens duráveis estão 22,1% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 4,7% aquém do patamar de fevereiro de 2020. Já a fabricação de bens intermediários está 2,7% acima do pré-covid.

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