Ministério pede R$ 2,4 bi e cita risco de interrupção de obras em rodovias

O Ministério da Infraestrutura pediu, em ofício enviado à Casa Civil e ao Ministério da Economia, a liberação de R$ 2,4 bilhões para o ano de 2021
 (Lelia Valduga/Getty Images)
(Lelia Valduga/Getty Images)
Por Agência O GloboPublicado em 23/06/2021 11:56 | Última atualização em 23/06/2021 11:56Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O Ministério da Infraestrutura pediu, em ofício enviado à Casa Civil e ao Ministério da Economia, a liberação de R$ 2,4 bilhões para o ano de 2021. Destes recursos, o ministério afirma que precisa "urgentemente" de R$ 1 bilhão até o início do segundo semestre, para evitar a interrupção de obras em rodovias.

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O ofício é assinado pelo secretário-executivo da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que ressaltou que já havia enviado outros dois pedidos com o mesmo teor, nos dias 18 e 31 de maio. Sampaio diz que o Orçamento de 2021 destinou para a pasta "montante bastante inferior à série histórica de execução e ao planejamento de gastos traçados para o ano de 2021".

Do R$ 1 bilhão que considera prioritário, o secretário-executivo diz que R$ 430 milhões seriam para "evitar a interrupção de serviços em diversas obras rodoviárias" que são estão sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Ele cita como exemplos obras na BR-319/AM, BR-080/GO, BR-419/MS, BR-163/PA e BR-470/SC.

"Quando concluídos, os referidos investimentos aumentarão os níveis de segurança e de trafegabilidade viária, fato que justifica os esforços no sentido de preservá-los de paralisações, até porque as condições climáticas atuais, estação da estiagem, devem ser aproveitadas para intensificar o ritmo de execução daquelas obras", escreve Sampaio.

Os outros R$ 600 milhões seriam para conservação e recuperação de ativos do Dnit.

"Tal suplementação é fundamental para viabilizar a execução de determinadas despesas com a manutenção da malha rodoviária federal, inclusive a realização de adequações rodoviárias oriundas de decisões judiciais", diz o ofício.

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