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IGP-10 de junho desacelera a 2,32% ante alta de 3,24% em maio, revela FGV

O IGP-10 acumulou um aumento de 15,31% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 36,94%
 (Getty Images/thiagonori)
(Getty Images/thiagonori)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 16/06/2021 10:34 | Última atualização em 16/06/2021 10:34Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 2,32% em junho, após ter aumentado 3,24% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 16. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que esperavam uma alta entre 1,67% e 3,55%, com mediana positiva de 2,27%.

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Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de junho, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 2,64% no mês, ante uma elevação de 4,20% em maio. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram aumento de 0,72% em junho, após o avanço de 0,35% em maio. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve alta de 2,81% em junho, depois de subir 1,02% em maio.

O IGP-10 acumulou um aumento de 15,31% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 36,94%. O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de maio a 10 deste mês.

Construção

O custo mais elevado da mão de obra e do material de construção pressionou a inflação do setor dentro do IGP-10 de junho. Dentro do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), o indicador que representa o custo de Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 1,98% em maio para uma alta de 2,27% em junho. Os gastos com Materiais e Equipamentos tiveram alta de 2 50% em junho, enquanto os custos dos Serviços tiveram elevação de 1,18% no mês.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de uma alta de 0,04% em maio para uma elevação de 3,37% em junho.

IPAs

Os preços agropecuários mensurados pelo IPA Agrícola subiram 0 92% no atacado em junho, após um avanço de 4,92% em maio, dentro do IGP-10. Já os preços dos produtos industriais - medidos pelo IPA Industrial - tiveram alta de 3,34% este mês, depois da elevação de 3,91% no atacado em maio.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 1,66% em junho, ante uma elevação de 1,16% em maio.

Os preços dos bens intermediários subiram 2,24% em junho, após alta de 2,79% no mês anterior. Já os preços das matérias-primas brutas subiram 3,66% em junho, depois da elevação de 7,66% em maio.

Commodities

A alta no preço de commodities foi mais branda em junho, mas ainda pressionou a inflação no atacado dentro do IGP-10. "A inflação ao produtor apresentou desaceleração e contribuiu para o recuo do IGP, mesmo assim, o IPA segue pressionado pelo aumento dos preços de commodities importantes. O recuo não foi mais intenso dado o aumento registrado nos preços de energia e gasolina, que impulsionaram a inflação ao consumidor. Na construção civil, reajustes na mão de obra também contribuíram para o avanço do INCC", afirmou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) passou de uma alta de 4,20% em maio para um aumento de 2,64% em junho. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais aceleraram de 1,16% em maio para 1,66% em junho, sob contribuição do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,49% para 3,06%.

O grupo Bens Intermediários desacelerou de 2,79% em maio para 2 24% em junho, puxado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 3,86% para 2,46%.

O grupo Matérias-Primas Brutas arrefeceu o ritmo de alta de 7 66% em maio para 3,66% em junho. As principais contribuições para a desaceleração partiram dos itens: milho em grão (de 11 73% para -0,11%), soja em grão (de 3,77% para -1,51%) e minério de ferro (de 12,92% para 8,75%). Por outro lado, houve maior pressão das aves (de 2,37% para 4,90%), café em grão (de 5,77% para 9,44%) e leite in natura (de 2,20% para 3,11%).

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