IGP-10 cai 0,31% em outubro e acumula alta de 16,08% no ano

O índice que calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil acumula alta de 22,53% em 12 meses
 (Germano Lüders/Exame)
(Germano Lüders/Exame)
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Da redação, com agências

Publicado em 15/10/2021 às 08:22.

Última atualização em 15/10/2021 às 08:52.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou em outubro queda de 0,31%, depois de cair 0,37% no mês anterior, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com esse resultado, o índice acumula alta de 16,08% no ano e de 22,53% em 12 meses. Em outubro de 2020, o índice subira 3,20% no mês e acumulava elevação de 19,85% em 12 meses.

“O preço do minério de ferro registrou nova queda, agora de 19,46% e, mais uma vez, manteve a taxa do IGP-10 em terreno negativo. Milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%) também registraram taxas negativas o que contribuiu para o arrefecimento das preções inflacionárias ao produtor. Já os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

Medindo a variação dos preços no atacado e respondendo por 60% do índice geral, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,77% no mês, ante queda de 0,76% em setembro.

"O preço do minério de ferro registrou nova queda, agora de 19,46% e, mais uma vez, manteve a taxa do IGP-10 em terreno negativo", escreveu André Braz, coordenador dos índices de preços. Em setembro, o minério de ferro também havia registrado recuo, embora ligeiramente mais acentuado, de 22,17%

"Milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%) também registraram taxas negativas, o que contribuiu para o arrefecimento das pressões inflacionárias ao produtor", afirmou Braz.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou o avanço para 1,26% em outubro, de 0,93% no mês anterior.

Seis das oito classes de despesa componentes do IPC registraram acréscimo em suas taxas de variação. O grupo Habitação acelerou a alta para 1,67%, de 1,33% anteriormente, enquanto os Transportes ampliaram os ganhos a 1,23%, contra 0,97% no mês anterior.

"Os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis", disse André Braz. A tarifa de eletricidade residencial acelerou a alta para 5,41% em outubro, de 3,06% antes, enquanto os preços da gasolina avançaram 2,49%, ante 1,72% em setembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez teve alta de 0,53% em outubro, depois de subir 0,43% em setembro.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.