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FMI: problemas com reformas e incerteza política afastam capitais do país

Instituição avalia que o país deveria buscar elevar a poupança nacional, o que abriria espaço para uma expansão sustentável dos investimentos

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FMI: problemas na implementação das reformas e as incertezas do cenário político doméstico podem afetar a entrada de capitais estrangeiros no Brasil neste ano (Andrew Harrer/Bloomberg)

FMI: problemas na implementação das reformas e as incertezas do cenário político doméstico podem afetar a entrada de capitais estrangeiros no Brasil neste ano (Andrew Harrer/Bloomberg)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de julho de 2018 às, 11h52.

São Paulo - Os problemas na implementação das reformas e as incertezas do cenário político doméstico podem afetar a entrada de capitais estrangeiros no Brasil neste ano, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em relatório sobre o setor externo de 2018, a organização lembra que o país ainda depende do investimento estrangeiro direto (IED) para financiar seu déficit em conta corrente e que esses fatores - juntamente com o cenário externo de redução da liquidez - permanecem como riscos negativos na atração de investidores.

"Apesar da incerteza política, a saída líquida de investimentos em portfólio declinou em 2017, após registrar alta substancial em 2016. O diferencial de juros, ainda grande apesar do recente relaxamento monetário, o grande mercado doméstico e grandes buffers externos devem ajudar a atrair fluxos de capitais", diz a entidade no relatório. "Ainda assim, a rigidez do Orçamento, do setor bancário e dos mercados de trabalho e de bens, se não enfrentada adequadamente, pode enfraquecer o interesse do investidor."

O FMI nota que a posição externa brasileira em 2017 foi consistente com os fundamentos econômicos de médio prazo e as políticas que ele considera adequada. Já o déficit em conta corrente deve crescer em 2018, dada a melhora do país no ciclo econômico.

Para apoiar esse quadro, a instituição avalia que o país deveria buscar elevar a poupança nacional, o que abriria espaço para uma expansão sustentável dos investimentos. "A consolidação fiscal, incluindo a que pode acontecer por meio do novo teto federal de gastos, e a reforma da Previdência devem ajudar a elevar a poupança pública", aponta o documento.

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