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FAO: preços dos alimentos se mantiveram estáveis em agosto

Segundo o diretor da organização, o dado é tranquilizador após a alta de 6% nos preços em julho devido à alta do milho nos EUA

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	José Graziano da Silva: o diretor da FAO pediu, no entanto, para "manter a vigilância porque só estamos no início da estação e a demanda continua sendo forte"
 (Juan Mabromata/AFP)

José Graziano da Silva: o diretor da FAO pediu, no entanto, para "manter a vigilância porque só estamos no início da estação e a demanda continua sendo forte" (Juan Mabromata/AFP)

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Da Redação

Publicado em 6 de setembro de 2012 às, 12h55.

Roma - Os preços dos alimentos no mundo se mantiveram estáveis em agosto, depois de terem subido 6% em julho por causa da alta do milho nos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

"O índice dos preços dos alimentos se manteve relativamente estável", informou David Hallam, diretor da Divisão de Comércio e Mercado da FAO em coletiva de imprensa em Roma.

Este índice se situa 25 pontos abaixo de seu recorde de fevereiro de 2011 (então de 238 pontos), depois de ter registrado um salto de 12 pontos entre junho e julho.

"É um dado tranquilizador", declarou o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, que pediu, no entanto, para "manter a vigilância porque só estamos no início da estação e a demanda continua sendo forte", num contexto em que a produção anual se contrai.

O índice de preços alimentícios, calculado com base em uma cesta de produtos, dá uma ideia sobre a estabilidade dos preços dos cereais ou oleaginosas, assim como também sobre a brusca queda dos preços do açúcar "compensando o aumento da carne e dos produtos lácteos", explicou a FAO.

O índice do preço dos cereais se situou perto dos 260 pontos, o mesmo nível de julho, acrescentou Hallam. A alta moderada do trigo e do arroz, da ordem de 0,2% no caso deste último, contra-atacou a do milho.

As últimas previsões da FAO anunciadas nesta quinta-feira sobre a produção de cereais mundial se situam em 2,295 bilhões de toneladas, uma diminuição de 52 milhões de toneladas (2,2%) com relação ao recorde de 2011.

"Este prognóstico é 4% a menos que o esperado no relatório anterior da FAO em julho devido principalmente à piora das perspectivas de produção de milho nos Estados Unidos por causa de uma seca grave e generalizada", segundo a organização.

As fortes chuvas que caíram nas zonas dos Estados Unidos mais afetadas pela seca e o anúncio de que a Rússia não imporá restrições à exportação fizeram cair o nível dos preços, segundo a ONU.

"As notícias são boas, mas a situação continua sendo preocupante e inúmeros países da África continuam sendo vulneráveis, assim como no Meio Ambiente e na América Central", indicou Laurent Thomas, diretor da Divisão de Operações de Emergência da FAO.

"Vamos continuar vigiando a situação e estaremos prontos para intervir com planos de emergência, caso a situação se deteriore", advertiu.

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