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Estados Unidos e China assinam primeira fase de acordo comercial

Nesta 1ª fase, foi acordado que Estados Unidos diminuirá as tarifas impostas aos produtos chineses. Já a China aumentará a compra de produtos americanos

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Estados Unidos e China: países estavam em guerra comercial há cerca de dois anos (Kevin Lamarque/Reuters)

Estados Unidos e China: países estavam em guerra comercial há cerca de dois anos (Kevin Lamarque/Reuters)

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Da Redação com agências de notícias

Publicado em 15 de janeiro de 2020 às, 15h12.

Última atualização em 15 de janeiro de 2020 às, 16h23.

São Paulo — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-premiê chinês, Liu He, assinaram nesta quarta-feira (15), em Washington, o documento da primeira fase para um acordo comercial entre os países.

A chegada a um consenso para dar fim à guerra comercial que se arrasta há cerca de dois anos foi anunciada há um mês. Os dois países ainda não têm todos os detalhes fechados e alguns aspectos do acordo devem ser tratados em uma segunda fase de negociações.

Nesta primeira fase, foi acordado que os Estados Unidos vão diminuir as tarifas impostas aos produtos chineses, enquanto o país asiático comprará mais 200 bilhões de dólares em produtos dos EUA. 

"Hoje demos um passo crucial, um que não tínhamos dado antes com a China", que garantiu um intercâmbio comercial "justo e recíproco", disse Trump na cerimônia na Casa Branca.

Ele garantiu que o pacto contém "compromissos substanciais e executáveis", mas afirmou que as tarifas impostas aos produtos chineses vão se manter até a "fase dois" ser concluída. Trump também anunciou que visitará a China em um "futuro não muito distante".

O presidente americano descreveu o acordo como algo " transformador que trará enormes benefícios para ambos os países", e afirmou que a China entende "que deve haver uma certa reciprocidade. Não pode continuar assim".

O vice-primeiro-ministro chinês Liu He leu uma carta do presidente Xi Jinping que descreveu o acordo como "bom para a China, os EUA e o mundo inteiro".

Isso mostra que "nossos dois países têm a capacidade de agir com base na igualdade", escreveu Xi, acrescentando que espera que "o lado dos EUA trate empresas chinesas de forma justa", bem como seus pesquisadores.

"Estamos deixando as tarifas", disse ele. "Mas vou concordar em tirar essas tarifas se conseguirmos fazer a segunda fase".

Nos últimos anos, os Estados Unidos têm comprado muito mais do que o que é exportado para a China, o que faz com que sua balança comercial com o país tenha um déficit maior.

As tarifas impostas por Trump foram um ponto central da sua campanha pela presidência em 2016. Um dos objetivos era o de desestimular que empresas e indústrias americanas comprassem mais da China, favorecendo a balança comercial para o país.

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