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No terceiro trimestre de 2023, o desemprego registrou queda de 0,3 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre do ano. Ao mesmo tempo, apenas três estados acompanharam essa tendência: Acre, Maranhão e São Paulo. Em Roraima, houve aumento no número de desocupados, enquanto as demais unidades federativas não tiveram variação significativa.

Os dados constam na última atualização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A coordenadora da pesquisa Adriana Beringuy considera que a queda no desemprego em São Paulo foi fundamental para segurar o resultado nacional, balanceando o fraco desempenho do mercado de trabalho em outros estados. No estado, a taxa recuou de 7,8% para 7,1%.

— A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos estados. A maior parte das UFs mostra uma tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por conta da redução da desocupação. E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional — afirma.

Apenas em São Paulo, o número de brasileiros desocupados recuou 8,4%, indicando um processo de queda por uma menor procura por trabalho, e não por uma maior taxa de ocupação, de acordo com a pesquisadora.

O levantamento mostrou ainda que, nacionalmente, o número de pessoas que procuravam trabalho há mais de dois anos recuou 28,2% no embate entre os terceiros trimestres de 2022 e 2023. Na faixa de procura entre um e dois anos, também houve queda, desta vez de 14,2%.

No trimestre encerrado em setembro de 2023, o desemprego chegou ao menor patamar desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Já o contingente de pessoas ocupadas ultrapassou 99,8 milhões, o maior patamar desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

Informalidade

O contingente de trabalhadores informais no Brasil segue alto, com cerca de 39% da população ocupada estando nessa situação, mas esse percentual foi ainda mais alto no Norte (52,8%) e no Nordeste (51,8%).

Na análise por estado, se destacam entre as maiores taxas de informalidade: Maranhão (57,3%), Pará (57,1%) e Amazonas (55,0%). Santa Catarina (26,8%), Distrito Federal (30,6%) e São Paulo (31,3%) tiveram as menores taxas.

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