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De quanto o brasileiro precisa para sustentar uma família de 4 pessoas

Segundo pesquisa mensal feita pelo Dieese, foram necessários R$ 4.143,55 para suprir as necessidades básicas de um lar em julho

De quanto o brasileiro precisa para sustentar uma família de 4 pessoas. RomoloTavani/Getty Images (RomoloTavani/Getty Images)

Ligia Tuon

Publicado em 11 de agosto de 2019 às 08h00.

Última atualização em 11 de agosto de 2019 às 08h00.

São Paulo —O valor necessário para suprir as necessidades básicas de uma família caiu em todas as capitais brasileiras em julho, mas segue mais de quatro vezes maior do que o salário mínimo vigente hoje, de R$ 998.

Segundo pesquisa mensal feita pelo oDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese ), em julho foram necessários R$ 4.143,55 para pagaralimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família formada por quatro pessoas.

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Há um ano, em julho de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o salário mínimo na época, de R$ 954,00.

O cálculo é feito mensalmente desde 1994 com base no valor da cesta básica mais cara, atualmente Porto Alegre (R$ 493,22), seguida por São Paulo (R$ 493,16), Florianópolis (R$ 483,20) e Rio de Janeiro (R$ 479,28). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 359,95) e Salvador (R$ 372,25).

Sem aumento real

O governo Bolsonaro prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.040 no próximo ano. O reajuste será feito com base apenas pela inflação.

O valor é o resultado do piso atual, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada para encerrar este ano em 4,2%.

A ideia de não dar aumento real ao piso salarial foi enviada ao Congresso em abril, na proposta orçamentária do Executivo, e aprovada na quarta-feira (8), pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O governo nega que esta seja uma nova política permanente para o mínimo, o que só seria definido em dezembro.

Instituída no governo Dilma Rousseff em 2011, a política de reajuste do mínimo previa correção dos salários com base na inflação do ano anterior somada à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Entre 2005 e 2019, o valor do salário mínimo no Brasil subiu 283,8% enquanto que a inflação medida pelo INPC avançou 120,2%.

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