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Copom anuncia decisão sobre taxa de juros nesta quarta-feira; saiba o que esperar

A expectativa de investidores e analistas é pelos sinais que o conselho dará sobre os próximos passos. Esta será a sétima e penúltima reunião de 2023

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BC: Copom anuncia nesta quarta-feira a nova taxa de juros.  (Arthur Menescal/Bloomberg/Getty Images)

BC: Copom anuncia nesta quarta-feira a nova taxa de juros. (Arthur Menescal/Bloomberg/Getty Images)

O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia nesta quarta-feira, 1, a decisão sobre a taxa de juros brasileira após reunião iniciada na terça. O consenso do mercado é que os diretores do Banco Central (BC) vão reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A expectativa de investidores e analistas é pelos sinais que o conselho dará sobre os próximos passos. Está será a sétima e penúltima reunião de 2023.

ATUALIZAÇÃO: Copom reduz juros para 12,25% ao ano e sinaliza novos cortes de 0,5 ponto percentual

Segundo Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Rena, é "mais provável que os membros do Comitê anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário, colocando uma barra alta tanto para aceleração quanto para a desaceleração do ritmo de ajuste". 

Goldenstein afirma ainda que não foi observado no cenário econômico nenhum dos fatores citados na ata que poderiam elevar o tamanho do corte da Selic. "As expectativas de inflação mais longas (2025 e 2026) permaneceram rígidas em 3,50%, os dados de atividade mostraram alguma moderação (mas sem configurar uma “abertura contundente do hiato do produto”) e, apesar do avanço da desinflação de serviços, a avaliação do Copom deve ser no sentido de que é preciso aguardar mais dados para qualificar como uma dinâmica substancialmente mais benigna do que a esperada", disse. 

O especialista finaliza que também não vê razão para que o Copom sinalize para uma desaceleração do ritmo para cortes de 0,25 p.p na próximas reuniões. Ele afirma que apesar do ambiente externo adverso, o real apresenta um desempenho relativamente tranquilo, além da projeção do IPCA do BC para 2025 estar no patamar ao redor da meta. "Caso passasse a ser adotado um ritmo de queda de 25 bps, a taxa Selic no final de 2024 seria de 10,25% e só chegaria a 9,25% na 4ª reunião do Copom de 2025, o que levaria a projeção de IPCA para um patamar abaixo da meta. Nesse sentido, um ritmo de 25 bps não seria condizente com o patamar atual bastante contracionista da taxa Selic", escreve.

No encontro de setembro, o Copom repetiu que antevê redução de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic nas próximas reuniões e que seria o ritmo apropriado para "manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário".

Na coletiva de imprensa do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, acrescentou que a "barra" para acelerar ou reduzir o passo de corte está ligeiramente mais alta, sobretudo com os novos riscos derivados do cenário externo.

Focus na véspera do Copom

Desde a última reunião do comitê, os dados dos setores de serviços e varejo surpreenderam negativamente e apenas a balança comercial teve resultado positivo. Segundo o último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, 30, a projeção para a inflação oficial em 2023 passou de 4,65% para 4,63%, 3ª queda consecutiva. Para 2024, foco da política monetária, a projeção piorou de 3,87% para 3,90%. Há um mês, era de 3,87%.

No mesmo relatório, o mercado ainda projetou uma taxa de juros mais alta no fim do atual ciclo de corte, de 9% para 9,28% em 2024. Com a piora do cenário externo e com dúvidas sobre o fiscal, os economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central passaram a estimar um corte a menos na taxa básica de juros no próximo ano.

Fala de Lula pode impactar Selic?

A expectativa do mercado também será se a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a meta fiscal de 2024 "não precisa" ser um déficit zero pode levar a autoridade monetária citar ata uma maior preocupação com o quadro fiscal do país. O principal temor dos gestores de recursos e de integrantes do Ministério da Fazenda é de que o governo abandone a responsabilidade fiscal, o que teria potencial para agravar a crise econômica. O aumento da percepção de risco pode, inclusive, frear o processo de redução de juros promovido pelo Banco Central (BC). O BC tem sinalizado claramente que o tamanho da queda de juros depende do avanço “da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária”.

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