Economia

Confiança da indústria cai 1,6% e renova mínima histórica

Segundo a FGV, recuo foi motivado pela deterioração tanto do momento presente quanto das expectativas futuras


	Trabalhador da indústria: índice passou a 68,0 pontos em agosto, contra 69,1 pontos no mês anterior
 (zdravkovic/Thinkstock)

Trabalhador da indústria: índice passou a 68,0 pontos em agosto, contra 69,1 pontos no mês anterior (zdravkovic/Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 26 de agosto de 2015 às 08h52.

São Paulo - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 1,6 por cento em agosto sobre o final do mês anterior, voltando a renovar a mínima histórica após dar um respiro no mês passado, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O índice passou a 68,0 pontos em agosto, contra 69,1 pontos no mês anterior. Em julho, o índice havia subido 1,5 por cento, interrompendo série de cinco quedas consecutivas.

Segundo a instituição, o recuo foi motivado pela deterioração tanto das avaliações sobre o momento presente quanto das expectativas futuras.

"A queda do ICI em agosto sugere que a alta do mês passado teria sido um evento passageiro. Fatores desfavoráveis, como os estoques excessivos e a demanda interna fraca, ainda predominam amplamente sobre os favoráveis, como a desvalorização cambial, na construção de expectativas em relação aos próximos meses", afirmou, em nota, o superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/Ibre, Aloisio Campelo Jr.

O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,6 por cento, para 69,2 pontos, segundo menor nível da série histórica, apenas maior que a leitura para outubro de 1998. O Índice de Expectativas (IE) também caiu 1,6 por cento, sendo também o segundo menor dado da série.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada alcançou 77,77 por cento em agosto, ante 78,2 por cento em julho.

A indústria vem sendo uma das maiores vítimas da crise econômica por que passa o Brasil, em um quadro de contração da atividade e inflação elevada, e dados recentes têm reforçado que a recuperação do setor ainda está distante.

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