Economia

China não descarta embargo total de petróleo à Coreia do Norte

Segundo porta-voz, a resposta ao teste atômico norte-coreano "depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU"

Petróleo: o país também pediu à Coreia do Norte para "não aumentar as tensões" (Reprodução/Getty Images)

Petróleo: o país também pediu à Coreia do Norte para "não aumentar as tensões" (Reprodução/Getty Images)

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EFE

Publicado em 4 de setembro de 2017 às 08h46.

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Pequim - A China não excluiu nesta segunda-feira a possibilidade de apoiar na ONU um embargo total de petróleo à Coreia do Norte, após o teste nuclear de domingo, e pediu a esse país para "não aumentar as tensões" com novos lançamentos de mísseis.

A possibilidade de impor um veto às importações norte-coreanas de petróleo foi estudada por Estados Unidos e Japão, segundo informações divulgadas hoje em Tóquio.

Perguntado sobre esta ideia, um porta-voz de Exteriores chinês disse em coletiva de imprensa que a resposta ao sexto teste atômico norte-coreano "depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU", mas não a rejeitou totalmente.

O porta-voz chinês Geng Shuang anunciou que Pequim "apresentou um protesto firme à pessoa a cargo da embaixada norte-coreana na China "contra o teste de domingo, que Pyongyang afirma que realizou com uma bomba de hidrogênio.

Este protesto segue à reação de Pequim ontem, através de um comunicado do Ministério de Exteriores, no qual a China expressou que "condena energicamente e denuncia firmemente o experimento atômico norte-coreano".

Sobre as informações divulgadas hoje pelo Exército da Coreia do Sul que apontam que Pyongyang poderia realizar a qualquer momento um novo disparo de um míssil balístico, Geng pediu ao regime norte-coreano de se "abster de intensificar as tensões".

Além disso, o porta-voz insistiu na posição de Pequim que "não é justo" responsabilizar a China pela situação, já que seu país fez "esforços sem descanso" para buscar uma solução negociada.

"Não podemos depender unicamente da China", destacou, falando sobre os pedidos de diferentes líderes internacionais para que Pequim faça mais nesta crise.

Geng também pediu que novas partes, como Estados Unidos, "mantenham a calma", depois que o Ministério de Defesa sul-coreano informou que Washington e Seul planejam posicionar um porta-aviões nuclear, vários bombardeiros e outros equipamentos estratégicos na península coreana.

O porta-voz oficial chinês defendeu a política do seu Governo de devolver os cidadãos norte-coreanos que cruzam a fronteira, que hoje foi criticada em um relatório da organização Human Rights Watch.

"Esses refugiados chegaram à China de forma ilegal, violaram as leis chinesas. A China tratou isto de acordo com suas leis", explicou Geng, considerando que a HRW "fecha os olhos aos fatos e se baseia em suposições".

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