Economia

Chanceler da China diz que relações com EUA 'estabilizaram' em 2023

Nos últimos anos, a China e os Estados Unidos entraram em conflito sobre várias questões

Wang Yi: chefe da diplomacia chinesa admitiu nesta terça-feira que as suas relações "encontraram sérias dificuldades no início do ano" passado (AFP/AFP Photo)

Wang Yi: chefe da diplomacia chinesa admitiu nesta terça-feira que as suas relações "encontraram sérias dificuldades no início do ano" passado (AFP/AFP Photo)

AFP
AFP

Agência de notícias

Publicado em 9 de janeiro de 2024 às 09h05.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta terça-feira que as relações com os Estados Unidos se estabilizaram no ano passado, um progresso que ambas as potências querem consolidar em 2024.

Nos últimos anos, a China e os Estados Unidos entraram em conflito sobre várias questões, da tecnologia ao comércio e aos direitos humanos, assim como o status de Taiwan e as disputas territoriais no Mar da China Meridional.

Em uma tentativa de mitigar as tensões, os seus respetivos presidentes, Xi Jinping e Joe Biden, reuniram-se em novembro em São Francisco para um diálogo considerado bem sucedido por ambas as partes.

O chefe da diplomacia chinesa admitiu nesta terça-feira que as suas relações "encontraram sérias dificuldades no início do ano" passado.

"Depois de muito trabalho, ambos os lados reestruturaram a comunicação e o diálogo e as relações bilaterais deixaram de cair e se estabilizaram", acrescentou Wang.

Apesar deste balanço otimista, fontes de tensão persistem nas relações entre os dois países, tais como o status da ilha semiautônoma de Taiwan, que realiza eleições presidenciais esta semana.

Wang observou na terça-feira que Biden disse a Xi em São Francisco que os Estados Unidos "não apoiam a independência de Taiwan".

O chanceler definiu ainda a China como uma potência "responsável" que "sempre buscou a justiça e defendeu a igualdade" e que "se opõe veementemente ao hegemonismo".

"O mundo de hoje não é nada pacífico e usar o poder para intimidar é extremamente prejudicial", alertou Wang.

Acompanhe tudo sobre:ChinaEstados Unidos (EUA)Ministério das Relações Exteriores

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado eleva projeção do IPCA de 2024 pela 7ª semana consecutiva

Em 4 anos, rotas de integração vão ligar Brasil à Ásia, prevê Tebet

Anatel poderá retirar do ar sites de e-commerce por venda de celulares irregulares

Carteira assinada avança, e número de trabalhadores por conta própria com CNPJ recua

Mais na Exame