BCE deve desconsiderar alta temporária da inflação em 2021, diz Schnabel

Desacelerada por fatores relacionados à pandemia, a inflação da zona do euro pode se acelerar com a demanda reprimida dos últimos meses

O Banco Central Europeu vai desconsiderar qualquer aceleração temporária da inflação neste ano causada pela demanda reprimida, segundo Isabel Schnabel, que integra o conselho executivo da instituição.

O fim das restrições para conter a propagação da Covid-19 pode levar os preços de itens como viagens ou refeições em restaurantes a “desenvolver uma certa dinâmica”. Mas uma evolução de curto prazo desse tipo não deve ser confundida com uma alta sustentada da inflação, que levaria muito tempo para se consolidar. É por isso que não afetaria nossas decisões de política monetária, que são voltadas para um horizonte de médio prazo. O maior erro econômico seria retirar o apoio monetário ou fiscal cedo demais.

Isabel Schnabel, conselheira executiva do Banco Central Europeu

 

A inflação da zona euro, atualmente em -0,3%, é desacelerada por fatores relacionados à pandemia, como queda dos preços da energia, incentivos fiscais temporários e restrições, como o fechamento de restaurantes, que visam controlar a segunda onda de coronavírus.

Os lockdowns devem provocar outra queda do PIB da zona do euro no primeiro trimestre, e bancos como JPMorgan Chase e UBS rebaixaram suas previsões. O lento início das campanhas de vacinação também lança dúvidas sobre a rapidez com que as empresas conseguirão se recuperar.

O BCE, que se reúne para decidir a política monetária na próxima semana, combate a crise com compras de ativos, empréstimos baratos e taxas de juros negativas, embora autoridades tenham repetidamente enfatizado que a política fiscal também é necessária.

“Apenas a política de governos pode fornecer alívio, garantindo o crescimento sustentável e incentivando o investimento”, disse Schnabel. “O nível geral das taxas de juros subirá novamente.”

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