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Aumento de ICMS de estados do Sul e Sudeste terá impacto na inflação, diz Campos Neto

Presidente do Banco Central também afirmou que o governo federal faz esforço fiscal grande e isso tem ajudado na redução da taxa Selic

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No evento, ele fez uma avaliação favorável da gestão das contas públicas pelo Executivo em favor do processo de redução dos juros sem risco inflacionário (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

No evento, ele fez uma avaliação favorável da gestão das contas públicas pelo Executivo em favor do processo de redução dos juros sem risco inflacionário (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira que o aumento de ICMS proposto por governadores do Sul e do Sudeste terá impacto no IPCA deste ano. Ele estimou que o aumento pode gerar um efeito que pode chegar a 0,2 ponto percentual a mais no índice de inflação.

"A gente vê uma convergência da inflação com possibilidade grande de entrar na meta em 2023. Mas tivemos a notícia do ICMS, dos estados aumentando (alíquotas), que terá um efeito no IPCA, entre 0,1 ponto e 0,2 ponto. Ainda não temos o número preciso", afirmou Campos Neto em um evento promovido por uma consultoria em Brasília.

Campos Neto fez referência à carta divulgada por secretários de Fazenda de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul sugerindo aumento nas alíquotas do imposto estadual sobre bens e serviços.

Também nesta segunda-feira, em entrevista à Bloomberg TV, Campos Neto afirmou que o Banco Central tem espaço para continuar o processo atual de redução das taxas de juros.

Elogio a 'esforço fiscal'

No evento, ele fez uma avaliação favorável da gestão das contas públicas pelo Executivo em favor do processo de redução dos juros sem risco inflacionário. O presidente do Banco Central afirmou que o governo federal fez um "esforço fiscal muito grande", depois da pandemia, e isso tem ajudado o Copom no processo de redução da taxa de juros.

"É importante dizer que o governo fez um esforço muito grande fiscal, fez um arcabouço no meio da saída de uma pandemia, a gente acha que foi um esforço muito válido e tem ajudado a gente no processo de queda dos juros", afirmou.

Ele pontuou que o mercado financeiro ainda se mantém mais cético em relação às metas definidas pelo governo, pela necessidade de aumento de receitas.

"Acho que hoje o tema é menos pelo atingimento das metas, mais a responsabilidade sobre o arcabouço que foi criado", afirmou.

Campos Neto se referia ao debate interno no governo que pode levar a uma alteração na meta de déficit zero prevista para o ano que vem. Por ora, o Ministério da Fazenda tem conseguido manter o número, mas há o receio de que ele possa virar um déficit em março, quando for divulgado o primeiro relatório bimestral de receitas e despesas.

A estratégia de Haddad para conseguir manter a meta é colocar um limite para os bloqueios no orçamento do ano que vem, em R$ 23 bilhões. Para isso, a Fazenda disse que entende que é preciso respeitar também a regra que coloca um piso de crescimento da despesa, em 0,6%, que teria que ser combinada com o teto de 25% de bloqueio nas despesas discricionárias.

Segundo Campos Neto, a despesa geral do governo continua acima de outros países emergentes, apesar do arcabouço fiscal.

"O Brasil crescendo recupera isso, não é um grande problema, mas é preciso entender que isso está no foco dos analistas", afirmou.

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