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A atividade industrial da China registrou crescimento em março. É a primeira vez que isso ocorre desde setembro do ano passado. Para analistas, esse é um sinal de que a segunda maior economia do mundo está se estabilizando. O índice oficial de compra de manufaturados subiu para 50,8, informou neste domingo o Departamento Nacional de Estatísticas do país. Em fevereiro, esse número era de de 49,1.

O dado superou a previsão mediana de 50,1 feita pelos economistas em uma pesquisa da Bloomberg e foi a melhor leitura desde março do ano passado. O indicador da atividade não industrial também subiu em relação ao mês anterior, para 53, em comparação com uma estimativa de 51,5. Uma leitura acima de 50 sugere uma expansão em relação ao mês anterior, enquanto um valor abaixo disso significa contração da atividade.

Os números da produção industrial são os primeiros dados oficiais disponibilizados nos meses. Eles fornecem um panorama instantâneo da "saúde" da economia chinesa. As leituras sugerem que a recuperação do crescimento do país manteve o ritmo após um início de ano consistente.

Os dados podem dar aos líderes políticos mais tempo para avaliarem o impacto das medidas de estímulo anteriores, antes de tomarem novas medidas de flexibilização.

O índice melhor do que o esperado “reflete sinais de que a economia está se estabilizando”, apesar dos fatores sazonais e de uma base de comparação baixa em relação ao Ano Novo Lunar, disse Bruce Pang, economista-chefe para a China da Jones Lang LaSalle Inc.. O indicador da atividade não industrial também mostra que “as empresas têm confiança e expectativas relativamente fortes para negócios futuros”.

A expansão do índice oficial de compra de manufaturados foi em grande parte impulsionada pelo componente de produção, que subiu para 52,2, enquanto em fevereiro o número era de 49,8, de acordo com o economista da Bloomberg Intelligence, David Qu. O indicador de novos pedidos aumentou ainda mais, de 49 para 53,0, fornecendo sinais claros de aceleração na atividade, escreveu o economista em relatório.

Ainda assim, os preços ao produtor continuaram a cair, e a um ritmo mais rápido, com a componente do preço de produção a cair ainda mais na faixa de contração, de acordo com David Qu. A China estabeleceu uma meta para o crescimento do PIB em torno de 5% este ano, o que muitos economistas consideram difícil, dada a recessão prolongada no setor imobiliário e as persistentes pressões deflacionárias.

As autoridades promoveram este ano mais liquidez de longo prazo para o sistema bancário, a fim de estimular os empréstimos. Autoridades do banco central chinês também sugeriram um potencial corte adicional na quantidade de dinheiro que os bancos têm de manter em reserva, o chamado compulsório.

Os gastos do governo central da China também se aceleraram, como medida para apoiar o investimento em infraestrutura e também abastecer fundos para incentivar os consumidores e empresas a substituírem bens antigos, incluindo automóveis e eletrodomésticos.

O presidente chinês, Xi Jinping, reconheceu os desafios que a economia do país enfrenta numa reunião realizada no dia 27 com um grupo de líderes empresariais dos EUA em Pequim, mas expressou confiança em superá-los.

A reunião com executivos, como Stephen Schwarzman, da Blackstone, e Cristiano Amon, da Qualcomm, faz parte dos esforços das autoridades para restaurar a confiança dos investidores estrangeiros no gigante asiático, à medida que o investimento estrangeiro registrou desaceleração.

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