Colunistas

Programa de governo radical do PT teve o aval de Dilma – Comentário de Marco Túlio Kalil Ferreyro

“A candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), deu aval por escrito, página a página, ao programa de governo que prevê, entre outros pontos, tributação de grandes fortunas, redução da jornada de trabalho e combate “ao monopólio dos meios eletrônicos” de comunicação. (…) Entre outros argumentos, os que pressionaram pela alteração disseram que a própria Dilma dera declarações que entram em conflito com algumas das propostas. Em maio, por exemplo, ela […] Leia mais

IM

Instituto Millenium

Publicado em 7 de julho de 2010 às 13h27.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 11h39.

Priorizar nos meus resultados Google

“A candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), deu aval por escrito, página a página, ao programa de governo que prevê, entre outros pontos, tributação de grandes fortunas, redução da jornada de trabalho e combate “ao monopólio dos meios eletrônicos” de comunicação. (…) Entre outros argumentos, os que pressionaram pela alteração disseram que a própria Dilma dera declarações que entram em conflito com algumas das propostas.
Em maio, por exemplo, ela havia se negado a defender a redução da jornada de trabalho, hoje em 44 horas semanais. “Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental.”
Questionada sobre o aval por escrito dado pela candidata petista, a campanha de Dilma afirmou que ela recebeu o texto incorreto e, em meio a toda a papelada de registro da candidatura, acabou colocando sua rubrica de forma protocolar, sem se dar conta do erro.” (Notícia na íntegra aqui)

No “diz que diz que”, eis aí, a confusa (ou será dissimulada?) futura mandatária do país. Ora, convenhamos, tributação sobre grandes fortunas é retórica discursiva da esquerda burra (desculpem-me o pleonasmo). A fortuna existente hoje é resultado do lucro obtido ontem, ou seja, são valores que já foram tributados, na geração de riquezas, quer seja na produção, distribuição ou comercialização de bens e serviços. Portanto, tributar as grandes fortunas é, antes de mais nada, bitributar. É uma represália ao mérito de quem trabalhou, empreendeu com sucesso, num país que oferece mais hostilidades do que incentivos à reprodução do capital. E não esqueçamos: o lucro de hoje gera o investimento de amanhã, e o emprego, a renda e o impostos de depois de amanhã! Quanto à redução da jornada, leia o artigo que aborda sobre a matéria, intitulado “Redução da jornada de trabalho só a partir de 2030“.