Ciência

Johnson & Johnson diz que sua vacina é eficaz contra a variante delta

Os anticorpos e as células do sistema imunológico de oito pessoas inoculadas com a vacina da J&J neutralizaram efetivamente a cepa Delta

Johnson & Johnson: um segundo estudo de 20 pacientes vacinados no Centro Médico Beth Israel de Boston teve resultados parecidos (Eduardo Frazão/Exame)

Johnson & Johnson: um segundo estudo de 20 pacientes vacinados no Centro Médico Beth Israel de Boston teve resultados parecidos (Eduardo Frazão/Exame)

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AFP

Publicado em 2 de julho de 2021 às 09h34.

A Johnson & Johnson anunciou na quinta-feira (1) que sua vacina de dose única contra o coronavírus é eficaz contra a variante Delta, altamente contagiosa, com uma resposta imunológica que dura pelo menos oito meses.

Os anticorpos e as células do sistema imunológico de oito pessoas inoculadas com a vacina da J&J neutralizaram efetivamente a cepa Delta, identificada pela primeira vez na Índia, de acordo com os pesquisadores.

Um segundo estudo de 20 pacientes vacinados no Centro Médico Beth Israel de Boston teve resultados parecidos.

Os dados foram submetidos ao bioRxiv, um site de relatórios científicos ainda não publicados, onde os autores "podem colocar suas descobertas à disposição da comunidade científica e receber comentários sobre os rascunhos antes de enviá-los para os periódicos", segundo o portal.

"Acreditamos que nossa vacina oferece proteção duradoura contra a covid-19 e provoca uma atividade neutralizante contra a variante Delta", disse o diretor científico da J&J, Paul Stoffels, em um comunicado da empresa.

O diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Janssen da Johnson & Johnson, Mathai Mammen, relatou que os dados "dos oito meses estudados até agora" mostram que a vacina J&J "gera uma forte resposta de anticorpos neutralizantes que não diminui, mas que, na verdade, observamos uma melhora com o tempo".

A variante Delta surgiu na Índia em abril e maio e, desde então, disseminou-se pelo mundo todo.
Um relatório do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) estimou que essa cepa mais contagiosa pode chegar a representar 90% dos novos casos na União Europeia até o final de agosto.

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