Luva de Pedreiro possui menos da metade de empresa criada para gerir carreira

Iran Santana, seu nome de batismo, detém 45% do capital social da companhia, enquanto os agentes Allan Jesus e Victor Melo somam 55%
Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, faz sucesso nas redes sociais (Twitter/Reprodução)
Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, faz sucesso nas redes sociais (Twitter/Reprodução)
A
Agência O Globo

Publicado em 24/06/2022 às 13:56.

Última atualização em 24/06/2022 às 16:21.

O influencer Luva de Pedreiro, no centro de uma polêmica com seus empresários por conta do repasse de valores de contratos publicitários, possui menos da metade da empresa criada para gerir sua carreira. Iran Santana, seu nome de batismo, detém 45% do capital social da companhia, enquanto os agentes Allan Jesus e Victor Melo (este também influencer) somam 55%. Do ponto de vista prático, isso significa que o Luva pode ser voto vencido em decisões importantes.

De acordo com o UOL, a empresa O Cara da Luva de Pedreiro Produções Artísticas SPE Ltda. foi criada no mês de abril com o objetivo de agenciar profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Tem capital social de R$ 50 mil, sede na Barra da Tijuca (bairro da zona oeste do Rio) e prazo de duração até 5 de abril de 2027. Iran e Victor constam como parte da sociedade como pessoas físicas, enquanto Allan entrou por meio da ASJ Holding Participações, empresa da qual é representante e administrador.

A gestão que a dupla faz da carreira de Luva de Pedreiro se tornou um ponto de discussão (e revolta) entre os seguidores do influencer quando o colunista Léo Dias publicou que duas contas bancárias ligadas a eles haviam movimentado apenas R$ 7,5 mil neste ano. Dias antes, Iran postara um vídeo em que prometera suspender a postagem de vídeos nas redes sociais: ele seguiu publicando, mas apagou todas as referências ao empresário de seu perfil.

Allan, então, usou as redes sociais para alegar que Iran teria conhecimento de uma terceira conta, destinada ao recebimento de montantes relativos a contratos de publicidade. Segundo o empresário, os valores chegariam ao patamar de R$ 2 milhões, mas seriam depositados apenas a partir de julho deste ano. Ele afirmou ainda que contratou uma auditoria para escrutinar a conta e os contratos.

Conheça a newsletter da EXAME Casual, uma seleção de conteúdos para você aproveitar seu tempo livre com qualidade.