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Do quintal da avó para a Europa: conheça a marca de cosméticos orgânicos AhoAloe

Mais de 30 mil pés de babosa plantados na Serra da Mantiqueira produzem os cosméticos orgânicos da AhoAloe, que cresceu 700% e abriu a primeira loja no ano passado

 (AhoAloe/Divulgação)

(AhoAloe/Divulgação)

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Julia Storch

5 de fevereiro de 2021, 10h52

Foi no quintal da avó, quando criança, que Larissa Pessoa conheceu os benefícios da babosa. Mas foi com o marido, Rodrigo Lanhoso, que decidiu empreender no ramo de cosméticos com a Aloe vera. Em 2017, a dupla lançou a marca AhoAloe, com a venda em feiras de produtos naturais. No ano passado, durante a pandemia, o casal inaugurou a primeira loja da marca, em Pinheiros, São Paulo, e cresceram 700% no e-commerce. Em entrevista à Casual, Larissa e João Correa, marketing da AhoAloe, contam sobre os planos e lançamentos da marca para 2021. 

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“Sempre tive um espírito empreendedor”, conta Larissa que já teve uma empresa de construção e marketing esportivo. Com o tempo, a empresária foi se interessando por outros negócios, até que surgiu a ideia de empreender com o marido, Rodrigo. Foi no sítio do companheiro, em Carrancas (MG), decidiram criar uma marca de produtos com a planta medicinal. “O Rodrigo tinha uma pequena plantação de babosa no jardim do sítio, e após uma viagem à Índia, se interessou pela ayurveda e decidimos investir em cosméticos feitos com a planta”, conta. 

O casal, que até então não entendia nada sobre química, mergulhou no desconhecido mundo dos cosméticos e investiu 4 milhões de reais na criação da AhoAloe. Ao visitar uma feira de produtos naturais, em 2016, conheceram uma marca que terceirizava a produção, e uma química que virou parceira nos negócios.

Desde então a marca expandiu a plantação de babosa (são mais de 30 mil pés plantados à mão), e o catálogo, que conta com mais de 50 produtos que incluem séruns, sabonetes, hidratantes, gel dental e óleos essenciais. Todo o processo de criação e desenvolvimento dos produtos são realizados com tecnologias sustentáveis. Como os frascos, compostos por PET reciclado e biodegradável - o plástico contém uma enzima derivada do óleo de coco da palmeira, que se degenera ao entrar em contato com a água no solo.

Orgânica, os mais de 30 mil pés de babosa foram plantados à mão na Serra da Mantiqueira. (AhoAloe/Divulgação)

“Somos 100% naturais, e todos os nossos produtos, ingredientes e processos são certificados pelo IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento). Temos rastreabilidade de todos os ingredientes, e usamos uma grande quantidade de gel puro de babosa em nossas formulações”, resume Larissa sobre alguns dos processos sustentáveis da marca. 

Seguindo as certificações necessárias, os cosméticos começaram a ser vendidos na União Europeia em 2019. “Temos um revendedor em Paris e também vendemos na Itália e na Inglaterra”, conta Larissa que os produtos mais procurados na Europa são os capilares, e no Brasil os faciais e corporais, “as pessoas se surpreendem com os benefícios dos produtos naturais”. 

O casal e sócios da AhoAloe, Larissa Pessoa e Rodrigo Lanhoso. (AhoAloe/Divulgação)

Ainda com a pandemia, o casal seguiu em frente com a abertura da primeira loja, em Pinheiros, enquanto viam as vendas despencarem. Com investimento online, a marca se reergueu em junho, com um crescimento de 700% nas vendas online e com faturamento de 200% entre junho e agosto. No último trimestre de 2020, a marca fechou com 800 mil reais de faturamento, e para este ano a meta é crescer 100%.

Para isso, a marca pretende lançar além de novos produtos, experiências sinestésicas. João Correa, marketing da marca, conta com exclusividade sobre o próximo lançamento, a Tabula Fragantia, inspirado na teoria dos quatro humores de Hipócrates. “Será uma jornada entre o universo da perfumaria e da aromaterapia para desvendar combinações de notas dos óleos essenciais e encontrar aquela única e especial que corresponda ao perfil de cada usuário”, conta.

A experiência começa com uma introdução à perfumaria e a apresentação dos 14 óleos essenciais da marca, através do olfato e da visão. Em seguida, serão feitas perguntas sobre o perfil do cliente, e quais memórias olfativas os óleos trouxeram. Com as respostas obtidas do questionário baseado na teoria de Hipócrates, serão desenvolvidos dois blends com três óleos, “uma mistura será para encorajar e a outra será para equilibrar”, finaliza João. As consultas acontecerão na loja e serão gratuitas, quando as restrições do controle do coronavírus permitirem.

Os produtos podem ser encontrados na loja física (Rua Padre Carvalho, 57, Pinheiros, São Paulo), através do site da marca e nas lojas online da Amaro e Beleza na Web.