Se te fizer bem, pode ficar de pijama no home office (menos em reuniões)

Em reuniões por vídeo, todas as gerações preferem roupas mais sérias. E o fundo que aparece durante a ligação também conta muito

Muito se fala sobre o dress code que deve ser utilizado pelas pessoas durante o home office. Alguns estudos apontam que, ao acordar pela manhã e trocar os pijamas por roupas um pouco mais elaboradas, a produtividade pode ser impactada diretamente.

Ou até mesmo faz a pessoa se sentir um pouco mais integrada ao escritório sem de fato estar lá presencialmente.

Mas, a verdade nua e crua das coisas é que, depois de quase 100 dias de distanciamento social pelo novo coronavírus, o pijama segue sendo a melhor (e mais confortável aposta). E, na verdade, pode nem ser tão prejudicial assim. A não ser que você esteja em uma reunião.

Um questionário desenvolvido pela revista americana Harvard Business Review apontou que a maioria dos entrevistados prefere que os colegas de trabalhos usem roupas de “negócios casuais” ao realizar reuniões por vídeo. 67% afirmaram que, quando uma pessoa usa esse tipo de roupa, passa a impressão de ser um “expert” na área — para quem está de pijama ou de “roupas de ficar em casa”, a porcentagem de quem os acha especialista em algo cai para 7%. Uma percepção que é real no mercado de trabalho ao vivo e também fora dele.

E se engana quem pensa que o casual é o preferido para jovens. Segundo a pesquisa, apenas 20% dos entrevistados entre 18 e 29 anos escolheram essa opção como a favorita. 46% dos participantes com mais de 60 anos preferem roupas formais.

Então é bom pensar melhor na hora de escolher uma roupa para dar aula: os estereótipos das novas gerações podem indicar que eles adoram bermudas e chinelo com meia no meio da aula, mas a verdade é que eles estão julgando as roupas de trabalho das pessoas tanto quanto as gerações mais velhas.

Outro fator que é muito observado pelos colegas de trabalho ou de classe durante as vídeochamadas é o fundo que aparece na ligação. 44% preferem ver uma parede com livros ou estantes atrás de quem está falando, enquanto 34% preferem decoração, como artes, diplomas e fotografias. A maioria dos homens (50%) prefere ver livros e apenas 38% das mulheres acham o mesmo, sendo que a maioria delas prefere decoração (40%).

Apenas 22% do grupo geral quer ver um cômodo maior atrás de quem está falando, incluindo móveis e itens pessoais — ou seja, talvez quase ninguém queira ver seu remédio para hipertensão aparecendo durante uma ligação.

Se no filme O Diabo Veste Prada a personagem principal precisa mudar totalmente seu estilo para agradar o chefe, no mundo virtual isso pode ser mais fácil: escolha sua roupa e também o fundo apresentado durante uma reunião por vídeo. Ou, se não for obrigatório, deixe a câmera desligada. A gente sabe que tirar os pijamas às vezes é bem mais complicado do que parece.

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