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2 em cada 3 executivos acreditam no impacto financeiro de influenciadores

Apesar da alta percepção de importância da influência no planejamento de comunicação, levantamento mostra um gap entre concepção da estratégia e aplicação corporativa

95% dos principais líderes empresariais e gestores de comunicação do país consideram a influência importante para a comunicação empresarial (DC Studio/Shutterstock)

95% dos principais líderes empresariais e gestores de comunicação do país consideram a influência importante para a comunicação empresarial (DC Studio/Shutterstock)

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Publicado em 24 de agosto de 2026 às 07h00.

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A influência já faz parte da estratégia de comunicação de grandes empresas do Brasil. É o que aponta a pesquisa inédita “O poder da influência como decisão de negócio”, realizada pela Nexus.

De acordo com o levantamento: 

  • 95% dos principais líderes empresariais e gestores de comunicação do país consideram a influência importante para a comunicação empresarial,
  • 78% consideram muito importante.

A pesquisa da Nexus mostra ainda que essa relevância se traduz em resultado financeiro: 2 em cada 3 entrevistados (65%) acreditam que a influência tem alto impacto nas finanças das empresas.

Para essa pergunta, cada gestor atribuiu uma nota de 0 a 10 à contribuição da influência no caixa da companhia. A média da nota obtida foi de 7,7.

O levantamento, feito com 110 dos principais líderes empresariais do Brasil, foi divulgado durante o REPCOM Influência, o maior evento sobre reputação e influência da América Latina, promovido pela FSB Holding e pela Deck, empresa de influência do grupo. O evento foi realizado em São Paulo na última sexta-feira, dia 21.

Opinião geral deve continuar consistente

Além de integrar o planejamento atual, a influência deve continuar a exercer um papel fundamental na estratégia de comunicação das empresas:

  • 78% dos gestores entrevistados disseram que a importância da influência na companhia deve aumentar nos próximos três anos, 
  • Para 40%, ela aumentará muito.

Apenas 21% disseram que a importância deve permanecer a mesma. Nenhum gestor projetou a diminuição da importância da influência para sua empresa no curto prazo.

“Mais da metade dos brasileiros já reconhecem que a influência tem um papel importante na construção de reputação. Isso mostra que influência não é apenas uma ferramenta para gerar negócio no curto prazo, mas um ativo estratégico capaz de construir credibilidade, moldar percepções e mover ponteiros para as empresas. Reduzir esse potencial a ações pontuais ou à lógica da ‘dancinha no TikTok’ é subestimar o impacto que a influência pode ter sobre os negócios.”, comenta Pollyana Miranda, CEO da Deck.

O abismo entre estratégia e execução

Quando perguntados qual o principal ativo da influência no contexto corporativo, a construção de reputação foi resposta de 49% dos entrevistados, seguida pela construção de autoridade e credibilidade, com 47%.

Depois apareceram gestão de relacionamento com stakeholders (35%), geração de engajamento (28%), geração de negócios (25%) e ampliação do alcance e visibilidade (16%). Os gestores podiam escolher até duas opções.

Mas, apesar de associar influência à reputação e autoridade, a pesquisa da Nexus mostra que a contratação de influenciadores ainda não segue a mesma lógica: na comunicação corporativa e no marketing, o principal objetivo buscado na hora de escolher um influenciador é aumentar a visibilidade da empresa e aproximar a marca de públicos específicos.

Quando o presidente/CEO participa das decisões relacionadas à essa contratação, o apoio a lançamentos corporativos passa a ser também uma das principais metas.

“A pesquisa identifica um claro gap entre a concepção estratégica de influência corporativa e a execução dessa estratégia. A influência é entendida como reputação, já o influenciador ainda é acionado predominantemente como ferramenta de awareness e alcance.

Na prática, é hora de de deixar de perguntar apenas quem pode distribuir a mensagem e passar a questionar quem pode transferir credibilidade, legitimar uma agenda, criar autoridade e influenciar stakeholders relevantes”, comenta Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

Essa lacuna entre o conceito de influência e o objetivo na contratação de um influenciador também se traduz nos resultados apontados pelas empresas.

Enquanto a influência, de maneira ampla, recebe média 7,7 e 65% de avaliações de “alto impacto” quando relacionada ao retorno financeiro, a contribuição para os objetivos estratégicos de empresas que efetivamente utilizaram influenciadores recebe média de 6,8, com 41% de avaliações de “alto impacto” e 47% de “médio impacto”.

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