Veja publica áudio e Wajngarten chama de "incompetência" gestão na Saúde

A fala foi motivo questionamento dos senadores durante seu depoimento na CPI da Pandemia do Senado, realizada nesta quarta-feira, 12

A revista Veja publicou em seu site o trecho da entrevista em que o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, chama de "incompetência" a gestão do Ministério da Saúde na condução das negociações da compra de vacinas da farmacêutica Pfizer. A fala foi motivo questionamento dos senadores durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, realizada nesta quarta-feira, 12. 

No depoimento à CPI, o ex-secretário negou que tenha chamado o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de "incompetente" e disse não ter participado "da negociação propriamente dita" pela vacina da Pfizer, apesar de ter afirmado à revista que "abriu as portas do Palácio do Planalto" e fez "várias reuniões" com os representantes da farmacêutica.

Pouco depois da alegação do ministro, a revista divulgou áudio do trecho da entrevista em que Wajngarten diz que "houve incompetência". O repórter pergunta se teria havido incompetência ou negligência do governo, em especial do Ministério da Saúde, no processo de compra de vacinas. "Incompetência", afirmou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) perguntou, então, se a manchete da revista Veja, que trazia a declaração dele dizendo que "houve incompetência", não era verdadeira. "A manchete serve para vender a tiragem, a manchete serve para trazer audiência, a manchete serve para chamar a atenção, conforme a gente conhece", respondeu Wajngarten.

Entrevista

À Veja, em entrevista publicada no fim de abril, Wajngarten disse ter provas de que a culpa pelo atraso na aquisição de vacinas contra a covid-19 da Pfizer foi do Ministério da SaúdeEle afirmou que o Ministério da Saúde agiu com "incompetência" e "ineficiência" durante as tratativas com a farmacêutica, que ofereceu 70 milhões de doses ao governo no ano passado. Segundo o ex-secretário, a Pfizer enviou uma carta ao ministério com a proposta, mas não recebeu resposta. Por isso, ele teria assumido a frente na negociação, com o aval do presidente Jair Bolsonaro.

O ex-secretário também deixa claro, na entrevista, que tem provas que confirmam que o Ministério da Saúde seria responsável pelo atraso das vacinas, como e-mails, registros telefônicos e cópias de minutas do contrato, além de testemunhas. Esse foi o motivo para que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentasse o requerimento para convocação de Wajngarten, aprovado em 5 de maio. A CPI quer acesso a esses documentos.

 

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