Brasil

Secretário da Saúde do RJ deixa o cargo em meio a escândalo, dizem fontes

Em meio a pandemia do coronavírus, denúncias resultaram em operações da polícia e do Ministério Público para combater irregularidades

O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, está deixando o cargo, disseram fontes  (//Divulgação)

O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, está deixando o cargo, disseram fontes (//Divulgação)

R

Reuters

Publicado em 17 de maio de 2020 às 16h45.

O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, está deixando o cargo, disseram duas fontes do governo fluminense, após uma série de denúncias que resultaram em operações da polícia e do Ministério Público para combater irregularidades em contratos com fornecedores.

Santos, que assumiu a pasta com a eleição do governador Wilson Witzel, perdeu força nos últimos dias em meio a problemas no combate à covid-19 e a denúncias de irregularidades em contratações e em compras emergenciais.

"Ele está de saída mesmo", disse uma das fontes. "O objeto é conseguir entregar os hospitais de campanha e resolver pendências", disse uma segunda fonte.

A inauguração de mais um hospital de campanha nesse domingo acabou não ocorrendo e não foram dadas maiores explicações para a entrega da unidade de São Gonçalo, que estava prevista para acontecer no fim do mês passado.

Segundo as fontes, que pediram anonimato, o nome do sucessor não foi definido, mas o médico Fernando Ferry, diretor do hospital Gaffrée e Guinle, seria um dos cotados para o cargo.

Neste mês, cinco pessoas foram presas, acusadas de obter e conceder vantagens em contratos emergenciais para combate ao coronavírus. Entre os presos, está ex-subsecretário de Saúde, Gabriel Neves e o substituto, Gustavo Borges.

Na semana passada, em mais duas operações da Lava Jato e do MP, 15 pessoas foram presas acusadas de irregularidades e vantagens em contratos com a Secretaria da Saúde do Estado.

Em uma das investigações, duas pessoas citam Witzel, que nega qualquer irregularidade e em carta aos secretários disse que vai prestar esclarecimentos ao STJ nos próximos dias.

Procurado, o governo fluminense informou que não tinha o informações sobre eventual pedido de demissão de Santos.

Acompanhe tudo sobre:CoronavírusRio de JaneiroSaúdeWilson Witzel

Mais de Brasil

Tarcísio viaja aos EUA e Europa para apresentar privatização da Sabesp a investidores

Uso de inteligência artificial cresce acende sinal de alerta no TSE para eleições municipais

Inmet emite alerta de 'Perigo' para o RS; PR e SC podem ter ventos de até 100 km/h

Professores encerram greve nas universidades federais de todo o país depois de dois meses

Mais na Exame