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Petrobras (PETR4): Prates defende exploração na Margem Equatorial e ignora crise durante evento

Ele participou de evento da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo e disse que é preciso enfrentar o debate seriamente na região: "Tem petróleo lá"

Prates: presidente da Petrobras defende exploração na Margem Equatorial (Maria Magdalena Arrellaga/Bloomberg via/Getty Images)

Prates: presidente da Petrobras defende exploração na Margem Equatorial (Maria Magdalena Arrellaga/Bloomberg via/Getty Images)

Agência o Globo
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Publicado em 12 de abril de 2024 às 06h37.

Última atualização em 12 de abril de 2024 às 06h37.

No primeiro evento público desde o início dos rumores de que poderia ser substituído, Jean Paul Prates, presidente da Petrobras (PETR4), defendeu a margem equatorial e falou dos planos para a área internacional. O executivo, no entanto, não falou sobre a crise recente da distribuição dos dividendos extras da estatal e das críticas do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Ele participou de evento organizado pela Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro), que lançou o Caderno 2024, que projeta quase 1 milhão de empregos no setor até 2029.

Em seu discurso, Prates destacou os blocos arrematados recentemente na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde pretende investir na produção de petróleo e em eólica offshore. Citou ainda o projeto da revitalização da Bacia de Campos.

"Vocês estão vendo há um ano nessa administração claramente o que estamos fazendo -- afirmou Prates, que não conversou com a imprensa."

Ele citou ainda a importância de se voltar a falar da margem equatorial:

"Temos a esperança muito grande de que, com o Estado brasileiro, com a Margem equatorial, do Rio Grande de Norte ao Amapá, conseguiremos recolocar esse debate na devida dimensão. Fizemos uma avaliação pré-operacional e um teste simulado perfeito em Potiguar. Tem petróleo lá. Vamos enfrentar esse debate seriamente. Todos os requisitos do Ibama foram atendidos. Essa pode ser a última grande fronteira promissora de petróleo do Brasil. E isso é importante."

Prates também aproveitou para destacar os planos na área internacional:

"Vamos voltar a operar fora do Brasil. Precisamos fazer isso. Se não puder fazer na margem equatorial, temos que ir para Namíbia, Mauritânia. É o nosso ambiente, no Atlântico Sul. E ainda vai além da Argentina e Uruguai no offshore. Esse é o nosso ambiente, além da margem equatorial além do Amapá. São os mapas possíveis no futuro."

Sobre os fornecedores afirmou que vai fazer novas formas de contratação de processos e projetos, mas não detalhou as mudanças.

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