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Oposição quer estimular Cunha a abrir impeachment de Dilma

Aécio e Freire teriam dissuadido oposicionistas de lançar nova nota contra Cunha


	Oposição poupa críticas a cunha para atingir Dilma: Aécio e Freire teriam dissuadido oposicionistas de lançar nova nota contra Cunha
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Oposição poupa críticas a cunha para atingir Dilma: Aécio e Freire teriam dissuadido oposicionistas de lançar nova nota contra Cunha (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2015 às 11h13.

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Brasília - Ao poupar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante o ato de apresentação do novo pedido de impeachment, a oposição tem o objetivo de estimulá-lo a aceitar a abertura do processo contra Dilma Rousseff no Legislativo.

Nos bastidores, líderes do DEM, PSDB, PPS e Solidariedade se reuniram nesta terça-feira, 20, com os presidentes nacionais do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PPS, Roberto Freire (SP). Aécio e Freire teriam dissuadido oposicionistas de lançar nova nota contra Cunha.

As lideranças confirmaram o encontro, mas afirmaram que não houve orientação para barrar a nota. "Houve um entendimento entre todos os presentes de que uma nova nota pareceria frouxa e que as falas durante atos eram mais fortes", afirmou o líder da minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

Caso Cunha indefira o novo pedido de impeachment apresentado nesta quarta-feira, deputados da oposição prometeram ignorar as liminares do Supremo Tribunal Federal que barraram temporariamente o rito de tramitação do processo definido pelo presidente da Câmara e apresentar recurso ao plenário da Casa.

Conforme o rito de Cunha, esse recurso seria analisado pelo plenário da Câmara e poderia ser derrubado por maioria simples. Na prática, isso significaria a abertura do processo de impeachment.

"Se Cunha não aceitar, vamos pedir recurso ao plenário baseado no artigo 218 do Regimento Interno (da Câmara)", afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno. 

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