Acompanhe:

OAS delata propina de R$ 125 milhões a 21 políticos

São citados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, José Serra (PSDB), Jaques Wagner (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Cunha (MDB) e Sérgio Cabral (MDB)

Modo escuro

Continua após a publicidade
Fachada do Ministério Público Federal (MPF) (Wikicommons/Wikimedia Commons)

Fachada do Ministério Público Federal (MPF) (Wikicommons/Wikimedia Commons)

E
Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de fevereiro de 2019 às, 08h35.

Brasília - Delatores da construtora OAS relataram à Procuradoria-Geral da República repasses de R$ 125 milhões em propina e caixa 2 a 21 políticos de oito partidos entre 2010 e 2014, segundo reportagem do jornal O Globo. Entre os citados estão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo, os senadores José Serra (PSDB-SP) e Jaques Wagner (PT-BA), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB).

A delação da empreiteira foi homologada no ano passado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que manteve o material sob sigilo. Assim como a Odebrecht, a OAS tinha um setor responsável pelo pagamento de propina e listava os repasses a políticos em planilhas. O esquema, segundo relataram oito ex-funcionários que atuavam na Controladoria de Projetos Estruturados, girava em torno do superfaturamento de obras como a transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia de Integração oeste-leste.

De acordo com o delator Adriano Santana, Maia recebeu caixa 2 para financiar sua campanha à prefeitura do Rio em 2012. O acerto inicial teria sido de R$ 250 mil, mas apenas R$ 50 mil teriam sido pagos.

Aécio teria recebido R$ 3 milhões em "vantagem indevida" para a campanha presidencial de 2014. O tucano também teria sido beneficiário de um esquema de R$ 1,2 milhão de caixa 2 via contrato fictício de empresa de consultoria. O delator Ramilton Junior disse ter operado R$ 1 milhão via caixa 2 para Serra.

Defesas

Em nota, Rodrigo Maia disse que a denúncia é "uma ilação caluniosa" e alegou que as doações recebidas foram declaradas à Justiça Eleitoral.

O advogado Alberto Zacharias Toron, defensor de Aécio, afirmou que "é inadmissível que investigados, para obterem benefícios de uma delação, transformem doações oficiais e legais em vantagens indevidas, sem apresentar prova".

A assessoria de Serra disse que ele "jamais recebeu nenhum tipo de vantagem indevida". Vital do Rêgo Filho afirmou que "não recebeu qualquer doação irregular de campanha". A defesa de Cunha alegou que a acusação trata de "fatos requentados" e que ele provará sua inocência. A defesa de Jaques Wagner informou que não comentará. Os advogados de Cabral não responderam.

 

Últimas Notícias

Ver mais
Após TRE absolver Moro, Barroso pauta processo sobre Lava-Jato no CNJ
Brasil

Após TRE absolver Moro, Barroso pauta processo sobre Lava-Jato no CNJ

Há 3 dias

Aécio Neves avalia debandada no PSDB em SP e culpa Doria por crise: 'Esfacelou o partido'
Brasil

Aécio Neves avalia debandada no PSDB em SP e culpa Doria por crise: 'Esfacelou o partido'

Há uma semana

Seis anos depois, STF volta a debater alcance do foro privilegiado e avalia novos critérios
Brasil

Seis anos depois, STF volta a debater alcance do foro privilegiado e avalia novos critérios

Há 2 semanas

STF dá 60 dias para PF concluir inquérito sobre caixa dois da Odebrecht a Paes e Pedro Paulo
Brasil

STF dá 60 dias para PF concluir inquérito sobre caixa dois da Odebrecht a Paes e Pedro Paulo

Há um mês

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais