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Novo índice de desemprego vai focar informais, diz Lupi

Ministro do Trabalho reclamou que atuais índices não mostram as diferenças no trabalho informal

Carlos Lupi defende que o novo índice seja mais nacional (José Cruz/ABr)

Carlos Lupi defende que o novo índice seja mais nacional (José Cruz/ABr)

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Da Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2011 às 14h08.

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje que a taxa de desemprego real - um índice que pretende criar até o fim do ano - vai se basear em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O indicador dará ênfase ao mercado de trabalho informal. Em entrevista após se reunir com empresários na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Lupi defendeu a iniciativa, embora tenha ressaltado que ela está em fase embrionária.

Em sua avaliação, as instituições que atualmente medem a taxa de desemprego no País utilizam como base para a pesquisa uma amostra restrita a algumas regiões metropolitanas brasileiras. "A pesquisa de desemprego do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), por exemplo, é feita em apenas sete regiões metropolitanas. Não mostra o Brasil como um todo e não tem uma fotografia mais ampla do processo", afirmou. "Eu acho que para ter a taxa de desemprego real tem que pegar o Brasil inteiro. E é nisso que eu estou trabalhando."

De acordo com o ministro, os índices de desemprego atuais não captam a realidade do mercado informal, de autônomos e de profissionais liberais. "Fala-se muito na mão de obra informal, mas há muita deformação na informalidade. Um autônomo não é formal porque não quer", disse o ministro, referindo-se a ele mesmo, que já foi jornaleiro e dono de banca de revistas no Rio de Janeiro. "A distorção na taxa de desemprego acontece porque ela não considera essas situações", afirmou.

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