Brasil

Janot pede suspensão de regra que limita investigação do MP

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu ao STF para suspender a resolução que trata da investigação de crimes eleitorais no pleito de outubro


	Rodrigo Janot: segundo o procurador, a norma é inconstitucional por limitar o poder de investigação do Ministério Público Eleitoral
 (Wilson Dias/ABr)

Rodrigo Janot: segundo o procurador, a norma é inconstitucional por limitar o poder de investigação do Ministério Público Eleitoral (Wilson Dias/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 31 de março de 2014 às 17h17.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu hoje (31) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a resolução da Justiça Eleitoral que trata da investigação de crimes eleitorais no pleito de outubro.

Segundo o procurador, a norma é inconstitucional por limitar o poder de investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e impedir a requisição de diligências à polícia e abertura de inquérito pelo órgão.

A Resolução 23.396/2013, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi aprovada no plenário da corte em dezembro do ano passado.

De acordo com a norma, a partir das eleições de outubro, a instauração de inquérito para apurar crimes eleitorais só poderá ser feita com autorização do juiz eleitoral.

Em janeiro, Janot pediu ao TSE a revogação da decisão, mas o pedido não foi levado a julgamento.

Diante da demora do tribunal e da proximidade do período eleitoral, o procurador recorreu ao STF para garantir a suspensão da norma.

Na ação enviada ao STF, o procurador pede a concessão de liminar para suspender a norma até decisão final do plenário do Supremo.

“A norma viola, a um só tempo, o princípio acusatório, o dever de imparcialidade do órgão jurisdicional, o princípio da inércia da jurisdição e a titularidade da persecução penal, que a Constituição atribuiu ao Ministério Público”, afirmou.

Em janeiro, associações ligadas ao Ministério Público Federal (MPF) divulgaram nota de repúdio à decisão do TSE. As entidades entendem que a resolução afronta os princípios constitucionais da moralidade e da eficiência.

A nota foi assinada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR); Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp); Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM); Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e a Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT).

Acompanhe tudo sobre:Ministério PúblicoSupremo Tribunal Federal (STF)Eleições

Mais de Brasil

TSE dá 48h para dona do Instagram explicar suposta redução de alcance de posts de Lula e aliados

TRE retotaliza votos e declara Douglas Ruas governador eleito do Rio no 1º turno

Coordenador da campanha de Lula descarta demissão de indicados do Centrão no governo

Campanha de Lula denuncia Meta por reduzir alcance de posts petistas e impulsionar Flávio Bolsonaro