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Janot acusa Cunha de liderar célula criminosa em Furnas

Janot afirma que Cunha atuou para alterar a legislação do setor elétrico a fim de favorecer a empresa Serra da Carioca II na venda de ações para Furnas


	Presidente da Câmara: Janot afirma que Cunha atuou para alterar a legislação do setor elétrico a fim de favorecer a empresa Serra da Carioca II na venda de ações para Furnas
 (Evaristo Sá / AFP)

Presidente da Câmara: Janot afirma que Cunha atuou para alterar a legislação do setor elétrico a fim de favorecer a empresa Serra da Carioca II na venda de ações para Furnas (Evaristo Sá / AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de maio de 2016 às 15h40.

Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de liderar uma célula criminosa em Furnas, empresa subsidiária da Eletrobras investigada na Operação Lava Jato.

A conclusão do procurador está no pedido de abertura de um inquérito contra Cunha, feito ontem ao Supremo

“Sabemos que a organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou muitos anos  por meio de variados esquemas estabelecidos dentro de Furnas e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro.”, afirma Janot.

Janot afirma que Cunha, conforme depoimento de delação premiada do senador sem partido Delcídio do Amaral (MS), atuou na Câmara para alterar a legislação do setor elétrico, entre 2007 e 2008, a fim de favorecer a empresa Serra da Carioca II, na venda de ações para Furnas, e o doleiro Lúcio Funaro, considerado operador financeiro de Cunha, por desvio de dinheiro em contratos de Furnas.

No mesmo depoimento, Delcídio relatou que Eduardo Cunha tinha pessoas indicadas em Furnas. Segundo ele, Cunha usava requerimentos para convocar empresários que tinham contratos com a estatal.

“Este procedimento de fazer requerimentos e usar expedientes parlamentares é muito comum do Eduardo Cunha”, destacou outro trecho.

A Agência Brasil entrou em contato com assessoria de Eduardo Cunha e aguarda retorno.

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