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Instituto confirma primeira morte por vírus Zika no país

Segundo o Instituto Evandro Chagas, o paciente morava no Maranhão e a morte ocorreu em junho


	Aedes Aegypti: paciente tinha lúpus, uma doença que afeta o sistema imunológico, e por isso não resistiu à zika
 (James Gathany/Wikimedia Commons)

Aedes Aegypti: paciente tinha lúpus, uma doença que afeta o sistema imunológico, e por isso não resistiu à zika (James Gathany/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 18h41.

Brasília - O Instituto Evandro Chagas confirmou hoje (27) o primeiro caso de morte por vírus Zika no país. A doença é transmitida por meio da picada do Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya.

Segundo o instituto, o paciente morava no Maranhão e a morte ocorreu em junho. O caso foi encaminhado para a instuição, com sede em Belém, por ser referência nacional em febres hemorrágicas.

O paciente tinha lúpus, uma doença que afeta o sistema imunológico, e por isso não resistiu à zika. O Instituto Evandro Chagas notificou o Ministério da Saúde.

A assessoria do ministério disse que recebeu os dados, analisa as informações repassadas e vai divulgar um posicionamento sobre o assunto na próxima semana.

O vírus Zika é caracterizado por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

A maior parte dos casos não apresenta sintomas. O tratamento é sintomático com uso de paracetamol para febre e dor, conforme orientação médica.

Os casos de vírus Zika vem chamando atenção nas últimas semanas devido a possíveis ligações da doença com o aumento de microcefalia no Nordeste.

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