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Flávio Dino diz que irá propor criação de grupos de 'combate ao terrorismo' ao PGR e CNMP

Declaração foi feita após prisão de empresário paraense suspeito de colocar dinamite em um caminhão de combustível perto do Aeroporto Internacional de Brasília

Mais cedo neste domingo, Dino já havia se referido ao caso (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Mais cedo neste domingo, Dino já havia se referido ao caso (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

AO

Agência O Globo

Publicado em 25 de dezembro de 2022 às 17h43.

Futuro ministro da Justiça, o ex-governador do Maranhão Flávio Dino disse neste domingo que irá propor ao Procurador Geral da República e ao Conselho Nacional do Ministério Público a criação de "grupos especiais para combate ao terrorismo e ao armamentismo irresponsável".

A declaração foi feita após a Polícia Civil do Distrito Federal ter prendido um empresário paraense suspeito de colocar uma banana de dinamite em um caminhão de combustível perto do Aeroporto Internacional de Brasília.

De acordo com o delegado-geral da Polícia do DF, Robson Cândido, o homem preso mantém ligações com o acampamento de manifestantes pró-Bolsonaro instalado na frente do Quartel General do Exército, na capital federal.

Mais cedo neste domingo, Dino já havia se referido ao caso. Em sua conta no Twitter, o senador eleito chamou a manifestação de "incubadora de terroristas", após policiais encontrarem um arsenal com armas de grosso calibre em posse do empresário preso.

"Os graves acontecimentos de ontem em Brasília comprovam que os tais acampamentos "patriotas" viraram incubadoras de terroristas", publicou Dino na rede social.

Ainda segundo Dino, as investigações do caso contarão com a supervisão do futuro diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues.

Em conversa com jornalistas, o delegado-geral do Distrito Federal Robson Cândido afirmou que o empresário preso queria 'causar o caos':

"Ele confessou que realmente tinha intenção de fazer um crime lá no aeroporto, que seria destruir um poste, uma coisa nesse sentido, para causar o caos, né. O objetivo dele era chamar a atenção justamente para o movimento que eles estão empenhados", explicou o delegado, em conversa com jornalistas na noite de sábado.

O empresário preso tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas o documento estava em situação irregular.

"Ele é CAC, porém está todo fora da norma. Será autuado por porte e posse ilegais de armas de fogo, munições e artefatos explosivos e crime contra o estado democrático de direito", afirmou Cândido.

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