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Dilma promete mais eficiência nas obras da transposição

Em recado aos consórcios responsáveis por 14 dos 16 lotes da transposição - dois estão a cargo do Exército - ela afirmou: "nós não atrasamos pagamento

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Para Dilma, uma das formas de enfrentamento da crise foi a decisão tomada pela Cúpula do Mercosul (Antonio Cruz/Abr)

Para Dilma, uma das formas de enfrentamento da crise foi a decisão tomada pela Cúpula do Mercosul (Antonio Cruz/Abr)

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Angela Lacerda

Publicado em 17 de julho de 2012 às, 20h08.

Floresta - A presidente Dilma Rousseff se mostrou disposta, hoje, a enquadrar as empreiteiras e cobrar metas, para que as obras da Transposição do São Francisco - que estão atrasadas e parte do que já foi feito em franca deterioração - saiam efetivamente do papel. "Queremos obras controladas", disse ela durante visita a canteiro de obras no município de Floresta, no sertão pernambucano, ao afirmar que "o governo monitora obras através de mecanismos online" e a partir de agora "nós vamos cobrar metas e resultados concretos".

Em recado aos consórcios responsáveis por 14 dos 16 lotes da transposição - dois estão a cargo do Exército - ela afirmou: "nós não atrasamos pagamento, nós sempre pagamos, escutamos os pleitos, fizemos um processo de renegociação que é quase uma engenharia e a partir de agora nós vamos cobrar".

"Pretendo sistematicamente , a partir de agora, olhar detalhadamente os prazos, queremos que cumpram os prazos, teremos uma supervisão praticamente mensal", continuou a presidente, numa espécie de confissão de falha nestes procedimentos.

Na agrovila 6, em Floresta, onde a presidente iniciou sua inspeção em canteiros em Pernambuco e Ceará, um alojamento de operários se encontra abandonado e em cada uma de suas portas está escrito a palavra "vazio". Iniciada em agosto de 2007, a previsão inicial era de conclusão das obras da transposição em 2012. Os prazos, agora, se estendem para 2014 e 2015.

"Nós queremos resultados e isso será cobrado", reafirmou a presidente. "Eu cobro do ministro (Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional), o ministro cobra de todos os funcionários do Ministério e nós todos vamos cobrar daqueles que estão executando em parceria conosco - as empresas privadas e o Exército".

"Não queremos saber se algo não deu certo no final do ano", disse. "Queremos saber antes porque isso permitirá que a gente faça a nossa parte, resolva o que disser respeito ao governo e permitirá que a gente cobre dos consórcios", reforçou. "Nós vamos ter que trabalhar com eficiência e isso implica da nossa parte e dos consórcios".

A presidente prometeu olhar detalhadamente os prazos e anunciou que irá voltar à região ainda neste ano. "Vamos cobrar as metas", afirmou. "Aceitamos as negociações e agora queremos que a parte dos consórcios seja feita".

A presidente estava acompanhada dos governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE) e dos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, além da ministra interina do Planejamento, Eva Chiavon.

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