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De camisa do Flamengo a bloqueios no dia da eleição: as acusações contra o ex-diretor da PRF preso

Silvinei Vasques foi preso em uma investigação que apura suspeita de interferência no pleito de 2022

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Silvinei Vasques: ex-diretor geral da PRF é suspeito de ter se valido do posto para atuar politicamente em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Lula Marques/Agência Brasil)

Silvinei Vasques: ex-diretor geral da PRF é suspeito de ter se valido do posto para atuar politicamente em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Lula Marques/Agência Brasil)

Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (PRF), Silvinei Vasques foi preso nesta quarta-feira (9). Aposentado a toque de caixa da corporação logo após deixar o cargo, Vasques é suspeito de ter se valido do posto para atuar politicamente em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro — parte das acusações rendeu, inclusive, apurações internas na Corregedoria do órgão e investigações na Polícia Federal (PF).

Apoiador declarado de Bolsonaro, o então chefe da PRF chegou a pedir votos nas redes sociais para o então candidato à reeleição, às vésperas do segundo turno. Em publicação feita em sua conta pessoal no Instagram, na noite do sábado que antecedeu a votação, o policial escreveu: “Vote 22, Bolsonaro presidente”. O pedido estava acompanhado de uma foto da bandeira do Brasil, mas foi apagado no início da tarde do dia seguinte.

Anteriormente, pouco antes do primeiro turno, Vasques já havia presenteado o ex-ministro da Justiça Anderson Torres — pasta à qual a PRF está submetida — com uma camisa do Flamengo. O item, exibido para a plateia pela dupla no auditório da sede da corporação, durante um evento oficial, trazia nas costas o número 22, usado por Bolsonaro nas urnas. As fotos relativas ao episódio foram reveladas pelo GLOBO. Tanto o pedido de voto velado quanto o explícito, via redes sociais, entraram na mira da Corregedoria, em apurações que ainda correm mesmo após a aposentadoria.

Silvinei também é investigado por causa das barreiras que a PRF montou em rodovias no dia do segundo turno para abordar ônibus em regiões nas quais o eleitorado de Lula era maior. A prática, que descumpria ordens expressas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só foram cessadas no meio da tarde, a poucas horas do fim da votação. Este caso também é apurado pela PF.

Sacramentada a derrota de Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a suspeita relativa à atuação da PRF mudou. Enquanto apoiadores do candidato derrotado fechavam dezenas de estradas Brasil afora, a corporação, sob a tutela de Vasques, é acusada de ter sido omissa ao não debelar os protestos, o que também é investigado pela PF.

O depoimento de Silvinei Vasques será o primeiro da CPI do 8 de Janeiro no Congresso. A expectativa de parlamentares governistas que integram o colegiado é de que a oitiva possa servir como uma espécie de ponto de partida na retrospectiva da tentativa de golpe no país.

Para a relatora da CPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), os ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, são o ato final da tentativa malsucedida de depor o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, a mobilização teve início no segundo turno das eleições do ano passado. Na tentativa de construir uma linha do tempo para apresentar o que chamam de "roteiro do golpe", os governistas querem que Vasques explique as ações da PRF no dia da votação.

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