Condenação de Lula é manobra contra o Prêmio Nobel da Paz, diz Gleisi

Em nota divulgada no site oficial do PT, a presidente da sigla afirma que condenação é "injusta, ilegal e sem provas"
Lula e Gleisi: por meio meio de nota, divulgada no site do PT, a presidente da sigla considera a condenação "injusta e ilegal" (Lula/Facebook/Divulgação)
Lula e Gleisi: por meio meio de nota, divulgada no site do PT, a presidente da sigla considera a condenação "injusta e ilegal" (Lula/Facebook/Divulgação)
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Tamires Vitorio

Publicado em 07/02/2019 às 14:36.

Última atualização em 07/02/2019 às 14:37.

São Paulo — Gleisi Hoffmann, presidente do PT, acredita que a condenação de Lula proferida nesta quarta-feira (6), pela juíza federal Gabriela Hardt, faz parte de uma perseguição política e tem o objetivo de impedir que o ex-presidente ganhe o prêmio Nobel — do qual ainda não foi indicado.

"Uma segunda condenação a jato foi proferida, exatamente quando cresce a possibilidade de Lula ser Nobel da Paz", escreveu a petista em sua conta no Twitter.

Por meio meio de nota, divulgada no site do PT, a presidente da sigla considera a condenação "injusta e ilegal".

"Ela vem no momento em que Lula é indicado ao Prêmio Nobel da Paz por mais de meio milhão de apoiadores".

Além disso, a nota cita que "a maioria da sociedade brasileira e a comunidade internacional sabem que Lula é um preso político em nosso país".

O Partido dos Trabalhadores finaliza a nota afirmando que Lula "não cometeu nenhum crime", "não teve um julgamento justo" e que a denúncia será levada para instâncias internacionais, como o Comitê de Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lula e o Nobel da Paz

Em janeiro, o diário francês l'Humanité dedicou uma capa à uma campanha internacional para que Lula seja indicado ao Nobel da Paz.

A chamada define o ex-presidente do Brasil, detido em Curitiba desde abril do ano passado, como preso político e "um exemplo mundial da luta contra a pobreza".

(l'Humanité/Reprodução)

Um abaixo assinado, feito pelo artista e militante argentino Adolfo Pérez Esquivel, pede que Lula seja premiado. A petição conta com 581.892 assinaturas.