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Cidade de SP decidirá volta às aulas em 2020 só após inquérito sorológico

O estudo deve ser divulgado na próxima semana. De acordo com Bruno Covas, qualquer decisão valerá para as redes municipal, estadual e privada de ensino

 (Amanda Perobelli/Reuters)

(Amanda Perobelli/Reuters)

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Clara Cerioni

Publicado em 27 de agosto de 2020 às 14h00.

Última atualização em 27 de agosto de 2020 às 14h08.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse nesta quinta-feira, 27, que vai decidir se retoma as aulas na cidade somente após a conclusão de um inquérito sorológico que vai determinar o tamanho da pandemia de covid-19 na rede de ensino. O resultado deve ser divulgado na próxima semana.

Por enquanto, a prefeitura trabalha com uma previsão de volta no dia 7 de outubro, seguindo o protocolo do governo do estado. Covas deixou claro que a decisão de retorno vale para as redes municipal, estadual e privada de ensino.

O município apresentou nesta quinta-feira, a segunda fase de uma pesquisa para saber quantas crianças da rede municipal de ensino já tiveram a covid-19. O estudo mostra que 18,9% das crianças de 4 a 14 anos foram infectadas pelo coronavírus.

Nas duas etapas do estudo foram testadas 6.000 crianças por meio de sorteio. A próxima fase vai testar alunos da rede estadual e da rede privada de ensino na cidade de São Paulo.

O inquérito sorológico ainda mostrou que 70% das crianças que tiveram a doenças não apresentaram sintoma algum. O dado é diferente de outro estudo que a prefeitura realiza em pessoas adultas. Na pesquisa, 40% dos infectados foram assintomáticos.

"A segunda fase mostra o acerto na decisão da prefeitura de não autorizar a volta das aulas em setembro. Nos próximos dias vamos ter a terceira fase com a rede estadual e da rede privada na cidade de São Paulo. A partir desta terceira fase a prefeitura vai decidir se teremos ou não o retorno às aulas neste ano", disse Covas em entrevista coletiva.

Questionado se o município trabalha com a possibilidade de não retomar as atividades em 2020, o prefeito disse que a palavra final é da Secretaria da Saúde e que "a cidade estará preparada para qualquer decisão".

De acordo com o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, nenhuma criança será reprovada em 2020 e na data do retorno será feita uma avaliação para identificar quais conteúdos foram aprendidos durante o período de aulas online.

Ainda segundo ele, os conteúdos eventualmente perdidos serão trabalhados ao longo de 2021.

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