Brasil

Caminhoneiros pedem congelamento do preço do diesel para cálculo de frete

Óleo diesel acompanhou o recuo expressivo do petróleo, que foi afetado pela menor demanda em virtude das medidas de isolamento social

Caminhoneiros: o requerimento foi encaminhado na quinta-feira, 30, ao Ministério da Infraestrutura (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Caminhoneiros: o requerimento foi encaminhado na quinta-feira, 30, ao Ministério da Infraestrutura (Rodolfo Buhrer/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de maio de 2020 às 11h23.

Última atualização em 4 de maio de 2020 às 18h34.

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) está pedindo ao governo federal o congelamento do preço do diesel para cálculo do piso mínimo do transporte rodoviário. Em termos práticos, o pedido da Abrava refere-se à suspensão temporária do gatilho do diesel - instrumento regulamentado na tabela do frete que dispõe sobre a revisão da tabela quando a oscilação no preço do biocombustível for superior a 10%, tanto negativa como positiva.

"A suspensão do gatilho do diesel automaticamente congelará o preço mantendo os valores praticados antes da pandemia da covid-19 em relação ao diesel", afirma o presidente da Abrava, Wallace Landim, em documento obtido pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O requerimento foi encaminhado na quinta-feira, 30, ao Ministério da Infraestrutura e endereçado ao titular da pasta, ministro Tarcísio Gomes de Freitas. No pedido, os caminhoneiros solicitam que a medida deve ser restrita ao período da crise do novo coronavírus.

Landim, que também é conhecido como Chorão, diz que a medida deve-se à forte queda recente nas cotações do diesel. O combustível acompanhou o recuo expressivo do petróleo e como outros óleos foi afetado pela menor demanda em virtude do menor fluxo de pessoas em meio em medidas de isolamento social.

Como justificativa para o congelamento do gatilho durante a pandemia, a Abrava cita que a atual tabela está "defasada" e que sua redução acompanhando o diesel traria um prejuízo ainda maior à categoria "que está mantendo o país abastecido".

No documento, a Associação requer que seja mantido o patamar de preços do óleo antes da pandemia para o cálculo da tabela.

Os caminhoneiros argumentam que o serviço está sofrendo prejuízos em virtude da diminuição da demanda por indústrias. " Há necessidade de evitar a queda abrupta do valor de frete mínimo a ser pago aos caminhoneiros autônomos uma vez que apesar da oscilação para baixo dos preços dos combustíveis observamos um aumento considerável no preço dos insumos que compõe o preço do transporte de cargas", afirma a Abrava no documento.

O atual texto do tabelamento do frete estabelece que o piso mínimo deve ser revisto quando houver oscilação igual ou acima de 10% nos preços do diesel. Por isso, um eventual novo reajuste já estava sendo estudado pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que abriu consulta pública para o tema. A última atualização da tabela foi realizada em janeiro deste ano.

Acompanhe tudo sobre:CaminhoneirosÓleo diesel

Mais de Brasil

Câmara aprova a Lei Taylor Swift, que criminaliza cambismo digital

CCJ do Senado aprova projeto que prorroga por 10 anos as cotas para negros em concurso

Pacheco adia sessão sobre vetos, governo evita derrotas, e Lira demonstra insatisfação

Rio registra queda de 25% das mortes violentas no primeiro trimestre

Mais na Exame