Acompanhe:

Brasília em Off: O plano de Guedes para o pós-PEC

Ministro volta a falar na necessidade de aprovar a reforma administrativa a fim de sinalizar que o trabalho de consolidação fiscal não ficou para escanteio

Modo escuro

Continua após a publicidade
Paulo Guedes volta a falar na necessidade de aprovar reforma administrativa (DU ANDRADE/Ascom/ME/Flickr)

Paulo Guedes volta a falar na necessidade de aprovar reforma administrativa (DU ANDRADE/Ascom/ME/Flickr)

B
Bloomberg

Publicado em 20 de novembro de 2021 às, 14h27.

Após o estrago provocado pela PEC dos Precatórios na credibilidade da política fiscal, a equipe econômica avalia que precisa trabalhar arduamente para mostrar ao mercado que está comprometida com a redução dos gastos públicos e a agenda de reformas. Foi isso que levou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a voltar a falar da necessidade de o Congresso aprovar a reforma administrativa antes mesmo do fim da tramitação da PEC.

Embora saiba que a reforma tem baixíssima chance de avançar, Guedes vai jogar luz na proposta para sinalizar que o trabalho de consolidação fiscal não ficou para escanteio. O mercado e o BC clamam por sinais, ainda que remotos, de austeridade, diz um integrante do Ministério da Economia.

Tem, mas acabou

Na tentativa de segurar o apetite do Congresso pelo espaço fiscal aberto pela PEC, a equipe econômica entregou ao Senado cálculos que mostram que apenas o fato de o governo estar sendo mais rápido na concessão de benefícios sociais e assistenciais vai aumentar a estimativa de gastos públicos em 2022 em R$ 6 bilhões. Isso deixa praticamente nenhum espaço para reajustes de salários do funcionalismo ou emendas parlamentares no Orçamento do ano que vem.

Emendas

O Congresso já se propôs a editar uma resolução que dê mais transparência às emendas de relator para atender ao Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a execução desse tipo de gasto alegando falta de clareza. O problema está em a partir de quando essa norma valeria.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, não quer de jeito nenhum que isso seja retroativo a 2020. A avaliação é que isso criaria conflitos dentro da base, pois deixaria claro quem foi mais beneficiado na hora das negociações pela aprovação de propostas de interesse do governo. Lira aceita que a medida entre em vigor, mas só a partir de 2022.

O que resta

Na reta final do ano legislativo, o Senado ainda tem esperanças de votar, além da PEC dos Precatórios, a nova lei do câmbio e o marco legal da cabotagem, conhecida como BR do Mar. Já a privatização dos Correios e a reforma do IR saíram do radar. Não há acordo sobre os temas.

Volcker

Guedes deixou de esconder sua avaliação de que o Banco Central de Roberto Campos Neto ficou atrás da curva na hora de subir a Selic para combater a inflação. O ministro chegou a dizer isso publicamente em outubro, quando afirmou que “quem cuida de inflação é o Banco Central. E não pode ficar atrás da curva, não. Tem que correr, tem que mostrar serviço”.

A interlocutores, o ministro diz que sua estratégia seria mais parecida com a do ex-presidente do Fed Paul Volcker, que durante seu mandato no início dos anos 80, adotou uma drástica elevação dos juros para lidar com a alta de preços. Se fosse Campos Neto, diz Guedes, adotaria o estilo Volcker, dando uma marretada nos juros para resolver o assunto. Mas esses comentários vêm sempre acompanhados da lembrança de que o Banco Central é independente e que é assim que a banda deve tocar.

Últimas Notícias

Ver mais
Projeto prevê cadastro de clientes que não desejam receber ligação de bancos
Brasil

Projeto prevê cadastro de clientes que não desejam receber ligação de bancos

Há 4 horas

Lula deve ter ao menos 2 reuniões bilaterais em viagem à Guiana, diz Itamaraty
Brasil

Lula deve ter ao menos 2 reuniões bilaterais em viagem à Guiana, diz Itamaraty

Há 18 horas

Aneel mantém bandeira tarifária verde em março, sem adicional nas contas de luz
Brasil

Aneel mantém bandeira tarifária verde em março, sem adicional nas contas de luz

Há 18 horas

BNDES aprova R$ 88,5 milhões para expansão da internet de banda larga na PB e no RN
Brasil

BNDES aprova R$ 88,5 milhões para expansão da internet de banda larga na PB e no RN

Há 18 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais