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Brasil pode começar vacinação contra meningite B em 2015

Dados do Ministério da Saúde registram 1,54 episódio para cada grupo de 100 mil habitantes em 2013

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	Vacina: doença meningocócica é causa mais comum de meningite bacteriana no país, diz médica
 (sxc.hu)

Vacina: doença meningocócica é causa mais comum de meningite bacteriana no país, diz médica (sxc.hu)

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Cristina Indio do Brasil

Publicado em 9 de setembro de 2014 às, 20h34.

Rio de Janeiro - O Brasil deve começar em 2015 a vacinação contra a meningite do tipo B, de acordo com expectativa da presidente da Comissão de Revisão de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.

Ela explicou que a doença meningocócica é a causa mais comum de meningite bacteriana no Brasil, que “tradicionalmente é um campeão neste tipo de enfermidade na América Latina”, e os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo são os que registram as maiores incidências.

Dados do Ministério da Saúde registram 1,54 episódio para cada grupo de 100 mil habitantes em 2013.

Segundo Isabella Ballalai, até 2010 o meningococo [bactéria causadora da doença] do tipo C era responsável por 80% de meningites no país.

A partir daí, com a vacinação em crianças com menos de 2 anos, determinada pelo Ministério da Saúde, os casos diminuíram, embora o vírus ainda circulasse em maiores de 4 ou 5 anos de idade, nos adolescentes e nos adultos.

A médica acrescentou que para a faixa com imunidade, o vilão passou a ser o meningococo tipo B.

“Era o inimigo número dois e passou a ser o primeiro causador da doença meningocócica. Então, a vacina do tipo B, junto com as que já existem nos tipos A, C, W e Y é a expectativa de prevenir os tipos de doença meningocócica que circulam entre nós. A gente espera ter esta vacina em 2015”, revelou Isabella à Agência Brasil.

Segundo a SBIm, a meningite tem tratamento específico, mas, apesar disso, uma em cada grupo de cinco pessoas infectadas não resiste à doença.

Entre os que sobrevivem, de 10% a 20% têm sequelas neurológicas, e outros ainda podem ser acometidas com problemas de surdez ou mesmo casos de amputação de membros.

A vacinação contra meningite B será um dos assuntos em debate na 16ª edição da Jornada Nacional de Imunizações, promovida pela SBIm.

O encontro, que começa amanhã (10), no hotel Royal Tulip, em São Conrado, zona sul do Rio, e termina no sábado (13), terá como tema Perspectivas para os Próximos 10 Anos. Haverá uma sala para discutir especificamente os resultados obtidos na área.

Para Isabella Ballalai, apesar de o Brasil ter um programa vacinal de imunizações considerado um dos melhores no mundo, não pode deixar de lado o controle de doenças em adultos.

É preciso ter cobertura vacinal além da infância para evitar que doenças controladas atualmente, como a poliomielite, retornem ao país, e adiantou que o Ministério da Saúde deve anunciar, em novembro, a vacinação de gestantes contra a coqueluche.

“Hoje, as doenças imunopreveníveis estão bem controladas na infância, e a gente sabe que muitas das vacinas não vão proteger para o resto da vida. A expectativa de vida só aumenta, e pretendemos que o tempo maior de vida seja com qualidade. As doenças infecciosas são as que mais matam, depois das cardiovasculares. Hoje, com as vacinas em idosos, contra a influenza [gripe] a gente consegue resultado até mesmo para doenças cardiovasculares. São estratégias que temos que discutir. Como chegar ao adulto e chamar os idosos para as salas de vacinação para que tenham proteção a longo prazo”, analisou.

No encontro, as principais referências na área vão discutir desde a situação das doenças preveníveis por vacina ao desenvolvimento de imunobiológicos.

“A gente já conhece os resultados, até hoje muito bons, conseguidos com a vacinação; a gente tem muita coisa a crescer, e hoje vivemos uma situação de conforto com a ausência das doenças imunopreveníveis e a necessidade de atingir outras faixas etárias nos próximos anos”, disse a médica da SBIm.

A jornada vai debater também a vacinação contra a dengue, e de acordo Isabella, os testes da vacina indicam redução de 60% da doença e queda de 80% dos casos de hospitalização.

“Se a dengue é um problema, o maior é a dengue grave, que hospitaliza e mata, e a gente tem perspectiva de 80% de redução. É uma vacina que a gente também espera para 2015 e torce muito para que chegue”, contou.

Outra discussão importante vai ser o debate sobre a vacina contra o vírus Varicela-zoster, causador do herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro.

A vacina foi aprovada pelo Ministério da Saúde e está disponível em clínicas privadas. De acordo com a médica, a prevenção pode evitar também o acidente vascular cerebral.

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