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As imagens dos protestos deste domingo pelo Brasil

Veja imagens das manifestações de 26 de março pelo Brasil. Atos defenderam a Lava Jato e manifestaram repúdio ao foro privilegiado

Manifestantes caminham no Rio de Janeiro com faixas a favor da Operação Lava Jato em 26 de março de 2017, no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

Manifestantes caminham no Rio de Janeiro com faixas a favor da Operação Lava Jato em 26 de março de 2017, no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

Claudia Gasparini

Claudia Gasparini

Publicado em 26 de março de 2017 às 15h41.

Última atualização em 26 de março de 2017 às 18h18.

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São Paulo – Líderes das manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, os movimentos MBL e Vem pra Rua convocaram novos atos neste domingo, 26 de março, em ao menos 90 cidades pelo país. Entre as pautas dos que foram à rua estão o apoio à Operação Lava Jato, o fim do foro privilegiado e o repúdio à proposta de voto em lista fechada, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados.

Os protestos não atraíram tantas pessoas para a rua como em vezes anteriores. No Rio de Janeiro, o evento do MBL frustrou as expectativas da organização: durou metade do tempo previsto e atraiu menos gente do que o previsto. Em Brasília, a adesão também foi baixa – um tímido grupo de aproximadamente 500 pessoas se reuniu em frente ao Congresso Nacional para defender a Lava Jato.  Em Belo Horizonte, também se estima que 500 pessoas tenham comparecido. A organização do ato em Goiânia falou em mil participantes. Em São Paulo, nem a Polícia Militar nem os organizadores do protesto quiseram estimar o número de presentes.

As manifestações nas capitais incluíram de tudo, de selfies com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) em São Paulo a "enterros" simbólicos da "velha política" em Brasília, com direito a imitações lápides e caixões com fotos de políticos.

Já em Recife, chamou a atenção um "bonecão de Olinda" que aparentemente retratava o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso defende a proposta de que nas próximas eleições o voto se dê em lista fechada, na qual o eleitor vota na legenda e não em um candidato – ao contrário do que pensam os manifestantes, que repudiam a ideia.

Em discurso na Avenida Paulista, em São Paulo, líderes do MBL (Movimento Brasil Livre) afirmaram que não são partidários de um ou outro lado, mas contra a corrupção de forma geral. “Pensaram que nós só éramos contra o PT, os parlamentares do PMDB se assustaram. Pensaram que nós éramos tucanos, o PSDB não soube lidar com tanto barulho. Pensaram que nós nos calaríamos diante das acusações contra contra Aécio, contra Cunha, contra Serra, Alckmin…Não, nós não nos calamos. Todas as expectativas deles foram quebradas”, afirmou Fernando Holiday, vereador do DEM e integrante do MBL, em vídeo transmitido ao vivo no Facebook. 

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