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‘Filé da nutrição': setor de fertilizantes aposta em retomada com produtor capitalizado

Após instabilidade causada pela guerra, redução no valor do insumo chega a 70% e abre janela para investir em saúde do solo

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Houve redução de 70% no valor do insumo, equalizando a demanda para este ano, segundo ANDA (Álvaro Resende/Embrapa Milho e Sorgo/Exame)

Houve redução de 70% no valor do insumo, equalizando a demanda para este ano, segundo ANDA (Álvaro Resende/Embrapa Milho e Sorgo/Exame)

Era março de 2022 e a guerra entre Rússia e Ucrânia havia estourado há poucos dias. Pelos corredores da Expodireto Cotrijal, feira agrícola realizada em Não-Me-Toque (RS), a pergunta que pairava no ar era: como ficam estoques e preços de fertilizantes?

De lá para cá, o Brasil não enfrentou a falta de abastecimento, apesar dos valores terem subido consideravelmente, a exemplo da ureia que ficou 70% mais cara. Um ano depois, durante a Expodireto Cotrijal de 2023, os preços dos fertilizantes estão em queda, segundo a Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda).

Houve redução de 70% no valor do insumo, equalizando a demanda para este ano. Já que no ano passado a aplicação de fertilizantes foi mais controlada, a diminuição dos preços traz otimismo à indústria.

'Filé da nutrição' dos fertilizantes

Quem se prepara para a safra 2023/2024 vai buscar comprar o "filé da nutrição", na avaliação de João Luis Benetti, diretor comercial da fabricante norueguesa Yara Fertilizantes. Isso significa, segundo ele, que o produtor não vai apenas repor estoques, mas pode compensar o volume com produtos de qualidade superior, ou que ele chama de "linhas premium". Inclusive, dando margem para bioinsumos e fertilizantes que conversam mais com a agricultura de baixo carbono.

A relação entre custo de fertilizantes e preço da saca de grãos está favorável. Ano passado o produtor usou menos, mas mesmo assim precisa recuperar estoque e, com a paridade, vai buscar comprar o filé da nutrição”, diz Benetti.

Este apetite maior por parte do produtor aparece nos dados da Anda. A demanda por fertilizantes deve crescer em 4% em 2023 em relação ao ano anterior, chegando a 44,5 milhões de toneladas, dependendo do abastecimento da China, Marrocos, Rússia e Estados Unidos.

Ainda de acordo com a associação, o fôlego já foi retomado mesmo em janeiro, com aumento de 4,1% nas importações em relação ao mesmo período de 2022. Foram importadas 2,40 milhões de toneladas.

Em meio à Expodireto Cotrijal, a compra de fertilizantes para a safra 2023/2024 está em avaliação. Orides Cavane, gerente comercial da Cibra Fertilizantes na região Sul, diz que a colheita de 22/23, a ser finalizada, é o que vai condicionar o financiamento da próxima temporada.

"A soja tardia deve apresentar boa produtividade. Com a colheita mais consolidada, a segurança de previsibilidade para compra de fertilizantes aumenta", afirma Cavane.

*A jornalista viajou a convite da BASF

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