• AALR3 R$ 20,29 0.74
  • AAPL34 R$ 67,40 -2.05
  • ABCB4 R$ 16,73 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,19 0.78
  • AERI3 R$ 3,63 -6.20
  • AESB3 R$ 10,65 -2.92
  • AGRO3 R$ 31,09 0.61
  • ALPA4 R$ 20,82 0.29
  • ALSO3 R$ 19,15 -1.64
  • ALUP11 R$ 27,31 0.52
  • AMAR3 R$ 2,40 -2.83
  • AMBP3 R$ 30,55 -1.99
  • AMER3 R$ 22,85 -5.07
  • AMZO34 R$ 63,86 -2.50
  • ANIM3 R$ 5,36 -3.42
  • ARZZ3 R$ 79,90 0.49
  • ASAI3 R$ 15,91 0.25
  • AZUL4 R$ 20,78 -5.37
  • B3SA3 R$ 12,02 -0.66
  • BBAS3 R$ 37,75 -0.57
  • AALR3 R$ 20,29 0.74
  • AAPL34 R$ 67,40 -2.05
  • ABCB4 R$ 16,73 -0.18
  • ABEV3 R$ 14,19 0.78
  • AERI3 R$ 3,63 -6.20
  • AESB3 R$ 10,65 -2.92
  • AGRO3 R$ 31,09 0.61
  • ALPA4 R$ 20,82 0.29
  • ALSO3 R$ 19,15 -1.64
  • ALUP11 R$ 27,31 0.52
  • AMAR3 R$ 2,40 -2.83
  • AMBP3 R$ 30,55 -1.99
  • AMER3 R$ 22,85 -5.07
  • AMZO34 R$ 63,86 -2.50
  • ANIM3 R$ 5,36 -3.42
  • ARZZ3 R$ 79,90 0.49
  • ASAI3 R$ 15,91 0.25
  • AZUL4 R$ 20,78 -5.37
  • B3SA3 R$ 12,02 -0.66
  • BBAS3 R$ 37,75 -0.57
Abra sua conta no BTG

"Temos de treinar pessoas para empregos que nem existem", diz especialista

Heidi Bridger, chefe de instituição que conecta inovação e treinamento à indústria no Reino Unido, falou em evento de VEJA e EXAME sobre inovação
 (Exame/Germano Lüders)
(Exame/Germano Lüders)
Por Da RedaçãoPublicado em 16/05/2019 12:49 | Última atualização em 16/05/2019 13:01Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Sustentabilidade, veículos autônomos, inteligência artificial, dados. Todos esses temas estão no radar do Catapult Network Governance at Innovate, instituição que faz a ponte na inovação entre inovação, treinamento e a indústria no Reino Unido e esteve presente no Fórum VEJA e EXAME Inovação na Economia Digital, que reuniu especialistas do Brasil e de outros países para discutir inovação na indústria.

"Precisamos treinar pessoas para empregos que ainda nem existem", disse Heidi Bridger, chefe do Catapult no Reino Unido. A questão sobre como treinar os profissionais que atuarão com todos esses temas no futuro e gerar inovação que possa ser aproveitada pela indústria foi debatida no painel Instituições de Ciência e Tecnologia e o Estímulo à Inovação Nacional.

Participaram do debate, além de Bridger, Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Holger Kohl, diretor do Instituto Fraunhofer, da Alemanha. Como fator em comum, as três instituições trabalham fazendo a ponte entre a indústria e instituições de formação e pesquisa.

Os especialistas lembraram como o trabalho de desenvolver inovação para a indústria é um trabalho conjunto entre setor público e privado. Bridger afirma que, no Reino Unido, há incentivo governamental aos projetos, mas também uma parceria entre institutos como o Catapult para construir inovação que possa ser útil à indústria. Em contrapartida, os empresários pagam pela tecnologia desenvolvida. "É preciso pensar no longo prazo. Parte dos projetos vão falhar no início, mas o resultado tem de ser visto em dez, vinte anos, independentemente da troca de governos", diz Bridger.

O protagonismo também deve ser, em parte, das empresas, apontaram os palestrantes. Lucchesi, do Senai, lembrou que o instituto, inclusive, nasceu quando os industriais brasileiros perceberam que precisavam formar pessoas capacitadas para alavancar o crescimento da indústria nacional. De sua criação, em 1942, até hoje, muita coisa mudou, incluindo as demandas da indústria.

O diretor mencionou projetos de inovação feitos atualmente no Senai, como um programa de incentivo a startups, ou um projeto de robô autônomo desenvolvido para a petroleira Shell em institutos de inovação no Senai. Projetos como esse, lembra Lucchesi, podem trazer expertise para áreas de interesse. É o caso de um projeto de desenvolvimento de veículos autônomos para o agronegócio.

O retorno da inovação

E qual o retorno dessas instituições? Kohl, da Alemanha, diz que 1 bilhão de euros investidos pelo governo alemão no instituto, como resultado, gera 18 bilhões de euros em crescimento para as empresas e 4 bilhões de euros de retorno para o governo em impostos.

Contudo, para que a indústria seja competitiva, o especialista lembra que é preciso focar na velocidade, para que as tecnologias estejam rapidamente acessíveis. É uma tarefa difícil. "E isso é feito com comparação entre governo e indústria, incluindo os sindicatos", diz.

No Brasil, Lucchesi apontou alguns problemas que ainda tornam o investimento das indústrias em inovação lento, como constantes alterações políticas após trocas de governo e uma academia ainda distante da indústria. Há ainda o próprio perfil da indústria brasileira, onde inovar é menos relevante do que desenvolver eletrônicos na Coreia do Sul, por exemplo. "Mas os empresários daqui não têm nenhum preconceito contra a inovação; apenas dificuldade em construir isso", disse o diretor do Senai.

Bridger e Kohl lembraram, também, que países como Alemanha e Reino Unido esperam, nos próximos anos, intensificar parcerias de cooperação internacional, inclusive com o Brasil. "A nova indústria precisa de dados e tecnologia, e não podemos fazer isso se continuarmos presos em ilhas", diz.

Para fazer o futuro chegar ao Brasil o mais rapidamente possível, contudo, a saída ainda começa por um pedido básico, lembra Lucchesi. "Que a gente saia do 'Fla-Flu' onde estamos e consigamos construir uma agenda de longo prazo em ciência e tecnologia", completa.