Após polêmica, Zoom corrige a maior falha de segurança do aplicativo

Aplicativo para a realização de videoconferências volta atrás e vai garantir que todos os usuários tenham o mesmo nível de segurança

Demorou, mas a Zoom Video Communications finalmente corrigiu o que pode ser o principal problema de seu aplicativo de videoconferência. Nesta quarta-feira (17), a companhia americana anunciou que o recurso de criptografia de ponta a ponta, que garante mais segurança ao serviço, será incorporado a todas as contas da plataforma.

A medida vem após a companhia ser criticada por adicionar a ferramenta de segurança somente para usuários que pagam para usar o app. Quem utiliza no formato gratuito (e com funções limitadas), continuaria desprotegido.

Para tornar o aplicativo mais seguro, os usuários que desejam criar contas no aplicativo precisarão ceder o número de seus celulares para que recebam mensagens SMS e concluam o processo. A ideia é manter um controle mais rigoroso sobre os cadastros.

Quando anunciou que a criptografia de ponta a ponta não chegaria para os usuários gratuitos, Eric Yuan, CEO da empresa, afirmou que a medida visava permitir que a companhia trabalhasse em conjunto com órgãos de segurança, como o FBI, em casos em que o aplicativo estivesse sendo utilizado para fins ilegais. A justificativa foi criticada por especialistas em segurança digital.

Vale lembrar que o número de usuários mensais ativos da Zoom passou de 10 milhões em dezembro de 2019 para mais de 300 milhões. Isso graças aos efeitos de isolamento social da pandemia do novo coronavírus. Tal crescimento fez com que as ações da companhia chegassem a triplicar de valor desde o começo do ano.

A previsão da Zoom é que o recurso seja ativado a partir de julho, mesmo que ainda em fase de testes. Um rascunho do sistema de criptografia que será adotado foi publicado na rede social de desenvolvedores GitHub.

O que muda

Na prática, a criptografia de ponta a ponta adiciona mais uma camada de segurança aos aplicativos. Em termos simples, a informação é criptografada assim que deixa o emissor da mensagem e só é decodificada quando recebida pelo usuário selecionado. Desta forma, interceptar uma mensagem para descobrir seu conteúdo torna-se uma missão bem mais complicada.

É importante deixar claro que dizer que um serviço que tem criptografia de ponta a ponta é diferente de afirmar que um serviço apenas utiliza recursos de criptografia. Entre os mensageiros que já adotaram a ferramenta estão o WhatsApp e o Telegram. Por outro lado, o mesmo não acontece com o Google Meet (antigo Google Hangouts), conforme reportado pela empresa de segurança digital AVG.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.