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O momento é agora, e os responsáveis pelos impactos ambientais e climáticos somos nós.

Não existe planeta B, não podemos mais adiar a implantação de biossistemas que se regenerem e de bioeconomias que gerem uma economia sustentável e inovadora, para assumirmos o papel de protagonistas nessa transformação sem tempo de postergar.

O papel das empresas na mitigação das mudanças climáticas é fundamental, uma vez que o setor empresarial desempenha um papel significativo nas emissões de gases de efeito estufa e no uso de recursos naturais. Mas é de extrema importância a dedicação e o interesse dos cidadãos em transformar o cenário atual. Mesmo que seja um levante tardio, traz muita esperança.

Enquanto governos e organizações nacionais e internacionais trabalham para implementar acordos rumo à Agenda 2030, o setor público e o mercado privado são fortemente cobrados por mudanças alinhadas com as demandas globais por sustentabilidade. Seus esforços são essenciais para a transição bioeconômica, com redução massiva das emissões de gases de efeito estufa. É uma jornada longa, com muito letramento de novos modos operantes. O que nos trouxe até aqui não será o que garantirá o sucesso do negócio no minuto seguinte. Gosto de ouvir opiniões para ter uma visão plural sobre o tema nas minhas colunas.

Carlos Grieco, CEO da fintech SumUp no Brasil, acredita na responsabilidade compartilhada entre entidades governamentais e empresas para atuar no tema das mudanças climáticas. Como empresas, devemos ir além e ser proativos: precisamos nos lembrar de que temos também uma responsabilidade para “fora do muro”, ou seja, de atuar no impacto (ou na “pegada”) que causamos na comunidade pelo simples fato de existirmos naquela sociedade.

A SumUp passou a monitorar nossa “pegada de carbono”, e para compensá-la decidiu doar 1% de toda a receita global criada pela nova geração de maquininhas do cartão “Solo” para o projeto “1% For The ­Planet”, que atua preservando florestas tropicais nativas e doando fogões que reduzem a emissão de CO2 e doenças respiratórias em diversas comunidades.

Luciana Rodrigues, diretora de Tax Digital Transformation e líder D&I no escritório de advocacia RVC, afirma que muitas empresas estão conscientes dos riscos ligados às mudanças climáticas. “Além dos riscos físicos e regulatórios, elas sofrem com riscos financeiro e de imagem, sendo este último o mais sensível e crítico, pois está intimamente ligado à reputação e à perenidade dos negócios”, diz.

Segundo o relatório da consultoria McKinsey publicado em março deste ano e intitulado Natureza em Jogo: O Que as Empresas Podem Fazer para Restaurar o Capital Natural, apesar de vários setores da economia contribuírem para a exaustão do capital natural, ações direcionadas podem ser adotadas por empresas, e é possível reverter a tendência de um fatalismo iminente. O relatório estima que a economia mundial emita atualmente 2,6 vezes mais plástico em fontes de água a cada ano do que em 2010, prejudicando e reduzindo a capacidade dos oceanos de sequestrar carbono. O mesmo relatório ainda ressalta que as vendas e os serviços no varejo respondem por 77% da poluição química e por plástico.

Entre os dez princípios declarados pelo Pacto Global, três tratam especificamente do meio ambiente, sendo o de número 7 explícito ao declarar que “as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais”. Ressalta-se também o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 13, que trata das medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

Um marco importante desse debate acontecerá no Brasil, que sediará a 30a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro de 2025, em Belém. Um dos objetivos é apresentar a floresta amazônica para o mundo. A COP é um encontro anual de representantes de diversas nações para discutir questões relativas às mudanças climáticas, conceber soluções para os desafios ambientais que impactam o globo e negociar acordos.

“A COP é o momento oportuno para que as lideranças globais saiam desse fórum com ações mais concretas no sentido de minimizar os impactos das mudanças climáticas nos próximos anos, como também incluir na agenda as companhias e empresas de diversos setores a fim de potencializar e materializar essas ações”, diz Luciana.

A Amazônia é uma das maiores riquezas que o Brasil possui. Podemos fazer a diferença no combate ao aquecimento global, mas para isso precisamos cuidar de nossas florestas, fundamentais para um futuro mais verde. Precisamos investir em energia renovável e principalmente fiscalizar o desmatamento e recuperar as áreas degradadas.

O combate às mudanças climáticas exige transformações estruturais na sociedade, que envolvem a participação de todos: governos, empresas, consumidores e organizações. O relatório Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, emitido pelo Ministério do Meio Ambiente em 2022, ressalta que 59% das empresas participantes da pesquisa possuem algum plano ou estratégia de adaptação à mudança do clima. Entre as ações listadas, destacam-se a busca por fontes alternativas de matéria-prima, diversificação de matriz energética, inovação no desenvolvimento de produtos e elaboração de planos de crise.

A inovação é uma das maiores forças por trás da luta contra as mudanças climáticas. As empresas estão desenvolvendo tecnologias mais eficientes e limpas, desde veículos elétricos até sistemas de gestão de energia, estão transformando a maneira como o mundo consome e produz. São inovações cada vez mais relevantes num momento em que temperaturas extremas, secas e inundações são cada vez mais frequentes. Nesse contexto, o investimento das empresas é essencial não só para buscar o Net Zero, mas para regenerar o planeta.

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