Revista Exame
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O metaverso vai se tornar realidade e já atrai grandes empresas

Ambiente digital que simula o mundo real já conta com nomes como Microsoft, Nike, Adidas e Alibaba

 (Mari Duarte/Exame)

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Gabriel Rubinsteinn

17 de dezembro de 2021, 11h06

Da consolidação de pagamentos digitais, um movimento encabeçado no Brasil pelo Pix, ao open banking, passando pelo mercado de criptoativos, 2021 foi o ano da migração para o ambiente virtual. E um novo conceito, que surgiu no embalo dessas mudanças e só ganhou as manchetes nos últimos meses do ano, já começa 2022 no centro das atenções: o metaverso.

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O termo, desconhecido até pouquíssimo tempo, já provoca transformações significativas, como a mudança de nome do Facebook para Meta e o anúncio de que a empresa trabalha na construção de um metaverso com orçamento bilionário e previsão de contratação de 10.000 profissionais focados exclusivamente nessa empreitada. Gigantes como Microsoft, Nike, Adidas, Alibaba, Epic Games e Budweiser anunciaram planos na mesma direção.

“O metaverso pode mudar a forma como nos relacionamos”, disse o banco Morgan Stanley. Bill Gates foi além. Para o bilionário cofundador da Microsoft, o metaverso vai se tornar realidade em parte da rotina das pessoas bem antes do que a maioria imagina: “Em dois ou três anos, todas as reuniões de negócios vão acontecer no metaverso.”

O metaverso é, de forma simplificada, um ambiente virtual que simula o mundo real, no qual as pessoas são representadas por seus avatares. A popularização do termo é recente; mas o conceito, nem tanto. Filmes como Avatar e Jogador Número 1 também introduziram a ideia. E quem já passou dos 30 ou 35 anos vai se lembrar do jogo Second Life, que se popularizou no início dos anos 2000. Simulando a vida real e social do ser humano, ele trazia a ideia de novos metaversos, mas de maneira simplificada.

Com a evolução tecnológica, a criação do blockchain, das moedas digitais e dos NFTs, os metaversos tornaram-se muito mais complexos — e próximos da realidade. Se no caso do Second Life a moeda era de mentirinha, atualmente a interação nesse ambiente virtual envolve dinheiro real. E muito: recentemente, um iate de luxo virtual no metaverso The Sandbox foi vendido por mais de 3,5 milhões de reais.

Com o processo de digitalização acelerado pela pandemia, diversos setores migraram para o ambiente digital. Atualmente, é pouco provável que você tenha de ir a uma agência bancária resolver pendências, assim como muitas reuniões de trabalho acontecem pela internet.

Para os mais jovens, isso é ainda mais acentuado: pessoas com menos de 20 anos já estão acostumadas a se relacionar de forma virtual, seja pelas redes sociais, seja pelos jogos online, seja por outras formas de interação pelo computador ou celular. Quando as pessoas passam a viver no ambiente digital, torná-lo mais elaborado e complexo parece uma evolução natural. O metaverso já é uma realidade e certamente vai ocupar boa parte da vida das pessoas, seja para trabalhar, seja para conhecer pessoas, seja para se divertir.

E é melhor se acostumar com isso, ou você corre o risco de ficar de fora do novo mundo digitalizado, onde tudo pode — e deve — acontecer.