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Pare de reclamar e arrume solução, diz Luiza Trajano

A fundadora do Magazine Luiza contou sobre sua experiência como empreendedora durante o evento Day 1, da Endeavor

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Luiza Helena Trajano, fundadora do Magazine Luiza (Divulgação/Endeavor)

Luiza Helena Trajano, fundadora do Magazine Luiza (Divulgação/Endeavor)

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Priscila Zuini

Publicado em 19 de novembro de 2013 às, 18h34.

São Paulo – Com um sotaque do interior e sem papas na língua, Luiza Helena Trajano contou sua trajetória empreendedora a futuros empresários hoje, no Auditório do Ibirapuera, durante o evento Day 1, da Endeavor. Bem humorada, Luiza defendeu a importância do atendimento, as vantagens de ter uma emrpesa familiar profissionalizada e disse que está “aprendendo com o IPO”.

Aberta em Franca, interior de São Paulo, a rede Magazine Luiza teve lucro líquido de mais de 25 milhões de reais no terceiro trimestre. Ainda com membros da família no negócio, Luiza defende a profissionalização. “Não tem essa coisa de que empresa familiar não dá certo, o que não dá certo é empresa familiar sem ser profissional. Nós temos CEO e os dois filhos que trabalham lá respeitam o CEO profundamente. Agora, também não entra gente sem competência. A cultura da empresa familiar é a que está na moda, o que não pode é ter uma empresa familiar bagunçada, sem comando”, diz.

Aos novos empreendedores, a empresária defendeu a importância de ser positivo e encontrar solução, ao invés de apontar problemas. “Tem gente que só vê problema. Olha para o negócio e torce para não dar certo. Eu não falo mal das coisas, eu me sinto responsável para ajudar o Brasil. E para de falar que lidar com pessoas é difícil. Arruma solução. Pega o melhor das pessoas e arruma uma solução”, explica.

Para ela, empreendedores precisam ser vendedores e não podem tirar o olho do fluxo de caixa. “Sai da caixa, pensa e faça perguntas”, ensina. “Capital de giro não é lucro, é fluxo de caixa. Não se confunda”, diz.

Atendimento é, para Luiza, o grande diferencial de um negócio. “Atendimento e inovação. Eu sou focada nisso e essas duas coisas nós só vamos conseguir através das pessoas. Atendimento hoje é a grande diferença. Operacionalmente hoje, eu tenho um SAC direto comigo. Quando a gente tem um cargo, as pessoas só falam o que a gente quer ouvir. Eu tenho uma linha direta, eu sei de tudo, gerente que namora, gerente que não abre loja, lá pode namorar a vontade, mas tem que contar”, afirma.

Seu conselho para quem quer fazer um negócio crescer é não ter medo e apostar em talentos. “Líder é aquele que leva as pessoas mais longe do que elas poderiam chegar. Ache o talento. Sem pessoas não tem inovação e não tem atendimento”, sugere. 

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