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Repsol Sinopec acha petróleo de grande qualidade em águas brasileiras

A empresa descobriu dois níveis de petróleo no poço conhecido como Gávea, no pré-sal da Bacia de Campos

Segundo a Repsol, esta é a principal descoberta na região e a primeira após a aliança com a chinesa Sinopec (Philippe Desmazes/AFP)

Segundo a Repsol, esta é a principal descoberta na região e a primeira após a aliança com a chinesa Sinopec (Philippe Desmazes/AFP)

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Da Redação

28 de junho de 2011, 11h33

Madri - A Repsol Sinopec, junto aos sócios Statoil e Petrobras, anunciou nesta terça-feira a descoberta de dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço conhecido como Gávea, no pré-sal da Bacia de Campos, no Brasil.

Como informou nesta terça-feira a companhia petrolífera, esta é a principal descoberta na região e a primeira após a aliança com a chinesa Sinopec, que tem 40% da filial brasileira da companhia petrolífera.

A espanhola Repsol, aliada desde outubro com a Sinopec para desenvolver projetos de prospecção e produção no Brasil, é a operadora do consórcio, com 35%, enquanto a norueguesa Statoil têm outros 35% e a Petrobras 30%.

O poço, a 190 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, foi perfurado sob uma superfície de água de 2.708 metros, chegando a uma profundidade final de 6.851 metros.

Repsol acrescentou que o consórcio analisa os resultados antes de continuar com o processo de prospecção e avaliação da área.

A companhia petrolífera detalha que informou às autoridades brasileiras sobre a existência de indícios de hidrocarbonetos no poço Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril, para o segundo.

Repsol Sinopec participa de 16 blocos, dos quais opera seis, nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.

Sinopec e Repsol fecharam no ano passado sua aliança no Brasil, que permitiu a companhia petrolífera chinesa controlar 40% da filial brasileira de Repsol, que mantém 60% restante.

Na apresentação dos resultados de 2010, a companhia petrolífera avançou que para este ano esperava uma "intensa" atividade exploratória, com entre 25 e 30 poços exploratórios e de avaliação.

No Brasil assinalou oito poços, seis no pré-sal. Além disso, reiterou o objetivo que a produção anual crescerá entre 3% e 4% até 2014, e acima desse percentual até 2019.